Chape aposta em artilheiro da Copinha e Bolasie no ataque para se manter na elite
Após um hiato de 5 anos longe da Série A, a Chapecoense está de volta e será a única representante de Santa Catarina na primeira divisão. Com a vaga garantida apenas na última rodada da Série B - graças a tropeços de Goiás e Criciúma - a principal meta do clube nesta temporada é a manutenção na elite do futebol brasileiro.
Para cumprir este objetivo, o Índio Condá mantém a base que conquistou o acesso somada a nomes experientes na disputa do Brasileirão, como o meia Robert, ex-Atlético-MG, e o atacante congolês Yannick Bolasie, com passagens por Cruzeiro e pelo rival Criciúma. O clube aposta, também, no artilheiro da atual edição da Copa São Paulo: João Bom, da equipe de base do Volta Redonda. O jogador de 20 anos já assinou em definitivo após a eliminação do Voltaço na Copinha. Outro destaque nas contratações é a volta de dois velhos conhecidos da torcida: o zagueiro Rafael Thyere e o lateral-esquerdo Bruno Pacheco, que disputaram a Série A de 2018 pela Chape e retornam mais experientes.
Com calendário cheio em 2026, a Chapecoense disputa, além do Brasileirão, o Campeonato Catarinense, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Sudeste.
O ano de 2025 não começou muito bem para a Chapecoense: o clube foi muito bem no Catarinense, mas amargou um vice-campeonato após perder a decisão para o rival Avaí. Porém, longe de desanimar o time, o revés se transformou em superação no final do ano.
Longe da elite desde 2021, a Chape fez uma boa campanha na Série B: ao todo foram 18 vitórias, 8 empates e 12 derrotas, porém o alto nível da competição não deixou os torcedores do clube comemorarem o acesso antes da última rodada. O passaporte para a Série A veio somente após uma vitória suada contra o Atlético Goianiense em casa, por 1 a 0, com gol de Walter Clar. A Arena Condá festejava, finalmente, o retorno para a primeira divisão nacional.
Após o terceiro lugar na Série B, a Chapecoense viu praticamente um time inteiro deixar o clube por razões variadas: Deivity (goleiro), Felipe Vieira (lateral-esquerdo), Getúlio (atacante), Inocêncio (lateral-direito), Jiménez (volante), Márcio Jr. (meia), Marlon (volante), Person (meia), Pedro Martins (volante), Thomas (meia) e Vinicius Balieiro (volante).
Apesar do desmanche, a equipe manteve nomes importantes na campanha do acesso, como o meia Giovanni Augusto e o lateral Walter Clar.
Com a saída de 11 jogadores, a Chape se lançou ao mercado e fechou, até o momento, com 13 reforços: Anderson (goleiro, ex-Atlético-GO), Ênio (atacante, ex-Juventude), Higor Meritão (volante, ex-CRB), Jean Carlos (meia, ex-Criciúma), Jonathan Palácios (atacante colombiano do Amazonas), João Vitor (volante, ex-Avaí), Marcos Vinícius (lateral-direito, ex-Avaí), Rafael Thyere (zagueiro, ex-Sport), Robert (meia, emprestado pelo Atlético-MG), Camilo Reijers (volante, emprestado pelo Grêmio), Bruno Pacheco (lateral-esquerdo, ex-Fortaleza) e os já citados atacantes João Bom e Bolasie.
(3-5-2): Rafael Santos; Victor Caetano, Eduardo Doma e Bruno Leonardo; Marcos Vinícius, Higor Meritão, Rafael Carvalheira, Giovanni Augusto e Walter Clar; Marcinho e Palácios.
Fã do esquema com três zagueiros, o técnico Gilmar Dal Pozzo deve manter a formação para explorar as subidas dos laterais, característica que deu a tônica na campanha do acesso para a Série A. Dal Pozzo gosta também de variar o time para o 5-3-2 em jogos que exigem maior consistência defensiva.
Com muitas saídas e muitos reforços para a temporada, a Chapecoense é uma verdadeira incógnita para a disputa do Brasileirão. O clube pode surpreender tanto positiva quanto negativamente, mas a tendência é que a briga principal seja contra o descenso e, quem sabe, para uma vaga na Copa Sul-Americana.