Temporada de insucessos em campo e tumultos fora dele marcou o alvinegro carioca em 2025.
Se 2024 do Botafogo foi histórico com os títulos do Brasileirão e da Libertadores, o 2025 foi para esquecer. O torcedor viu o clube carioca com problemas internos, sem grandes peças e com uma campanha abaixo do esperado.
O planejamento tardio e as trocas de técnico não ajudaram a situação do time. Mesmo com uma vitória surpreendente contra o PSG, atual campeão da Champions, no Mundial de Clubes, o Botafogo deixou a desejar, sendo eliminado precocemente na Libertadores e na Copa do Brasil.
O Botafogo terminou na sexta posição, classificado para fase a qualificatória da Libertadores. Ficando 16 pontos atrás do Flamengo, campeão brasileiro, o clube em nenhum momento disputou o título.
O técnico Renato Paiva foi o escolhido para iniciar o campeonato, mas depois da eliminação no Mundial para o Palmeiras e um desentendimento com John Textor, o treinador foi demitido.
Textor surpreendeu ao escolher Davide Ancelotti como substituto. Filho de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção, este foi o primeiro trabalho do italiano como treinador após passar anos como assistente técnico de seu pai.
Além disso, o clube vendeu peças importantes no meio do ano como o goleiro John e o atacante Igor Jesus. Ao mesmo tempo, o Botafogo enfrentava problemas internos e disputas judiciais. A SAF entrou em choque com os investidores e a parte "social" do clube também recorreu à justiça. Boa parte desse imbróglio ainda não teve resolução.
Sofrendo com um departamento médico lotado em alguns momentos, o Davide conseguiu emplacar uma sequência de 10 jogos sem perder. Essa "arrancada" final permitiu que o clube conseguisse terminar dentro da zona de pré-Libertadores.
A primeira saída foi a de Davide Ancelotti. O técnico, que tinha sua permanência garantida por Textor, saiu após divergências sobre a demissão do preparador físico. Outros problemas como a questão judicial e a necessidade de reforços também pesaram na decisão do treinador.
Outra saída marcante foi a de Marlon Freitas. Capitão e peça importante do time campeão em 2024 acertou transferência para o Palmeiras, o que deixou os botafoguenses na bronca.
Cuiabano voltou ao Nottingham Forest após o fim do seu empréstimo assim como Gabriel Bahia e Mastriani, enquanto Segovia foi emprestado ao América-MG junto a Yarlen. Outro que foi vendido foi David Ricardo, que vai para o Dínamo Moscou.
Alguns jogadores têm propostas na mesa. Savarino está em negociação com o Fluminense, e Artur recebeu proposta do Olympique de Marselha. Já Arthur Cabral atrai interesse do Torino em uma negociação que gira em torno dos 12 milhões de euros.
O Botafogo contratou o argentino Martín Anselmo para o lugar de Davide Ancelotti, com um contrato de dois anos. De resto, o clube tem sido bem tímido na janela de transferências devido ao transfer ban que o impede de inscrever atletas em 2026
Apenas três reforços foram confirmados pelo Alvinegro. Os zagueiros Ythallo, do Toronto FC, e Riquelme, do Sport, e o ponta Villalba, do Nacional-URU, foram os nomes até o momento.
O clube está em conversa com alguns jogadores, entre eles Jair e Tiquinho Soares, que já vestiram a camisa do clube, e o volante Medina. O clube espera resolver a dívida de US$ 21 milhões com o Atlanta United por Thiago Almada para ter o transfer ban removido.
Neto; Mateo Ponte, Alexander Barbosa, Riquelme e Alex Telles; Allan, Danilo, Montoro, Joaquin Correa e Barrera; Arthur Cabral. (4-5-1).
Sem poder inscrever jogadores, o técnico Martín Anselmo tem opções limitadas para montar o time titular. A esperança é que com a remoção do transfer ban o clube possa ir com mais força ao mercado visando 2026.
O ano já começou com complicações. A punição imposta pela FIFA atrasou o planejamento do Botafogo, em um cenário semelhante ao de 2025. Apesar das limitações, as peças disponíveis colocam o time na briga pelo meio da tabela. O que o torcedor pode esperar, sem dúvidas, é mais um ano de altos e baixos.