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Brasileirão 2026: o que esperar do Remo?

Equipe volta para a primeira divisão após 32 anos e deve brigar para não cair

O Remo retorna a Série A do Brasileirão após 32 anos. A equipe do Pará conquistou o acesso na última rodada da Série B de 2025, e agora aposta num time experiente para se manter na primeira divisão.

Em 2025, Marcos Braz, dirigente de futebol do Remo e ex-Flamengo, apostou em estrangeiros como o esqueleto do time titular. Eram sete não brasileiros no elenco, número recorde na história do Remo. Foram três uruguaios (Tassano, Diego Hernández e Nico Ferreira), um colombiano (Cantillo), um grego (Tachtsidis), um de dupla nacionalidade (João Pedro, nascido em Guiné-Bissau, naturalizado português) e um paraguaio (Alan Rodríguez). Para 2026, a base foi mantida: só Rodríguez saiu.

Uma questão importante para o Remo em 2026 é a logística de viagens. Por estar no Norte do Brasil, a estimativa é que o time viaje cerca de 92.000km. O segundo lugar na categoria é dividido entre Bahia e Vitória, que vão viajar 55.000km. Os três times da capital paulista, São Paulo, Corinthians e Palmeiras, vão viajar mais do que quatro vezes menos que o Remo: 22.900km. O tempo gasto em viagens, que poderia ser usado em treinos e recuperação, pode taxar o clube no longo prazo.

Campanha em 2025

O Remo não era favorito para o acesso. A equipe tinha acabado de subir para a Série B, e a expectativa era de consolidação na segunda divisão antes de alçar voos maiores. Mas Marcos Braz, com boas contratações, montou um time que foi capaz de brigar no topo da tabela desde o começo.

O ano já havia começado bem: título estadual em cima do Paysandu, eterno rival e então tricampeão consecutivo do torneio. Com a confiança adquirida, o Remo conseguiu se fortalecer para a Série B do Brasileirão.

Pedro Rocha e Caio Vinicius foram os principais jogadores da equipe no ano. Artilheiro e vice-artilheiro, os dois fizeram boa combinação no ataque. O esquema de Guto Ferreira, que apostava em jogo forte dos pontas e movimentação na frente, deu muito certo.

Saídas

Quando falamos de brasileiros, porém, a história é outra. O Remo perdeu peças importantes do elenco que conquistou o acesso. Começando pela equipe técnica, Guto Ferreira deixou o clube após o fim da Série B. Rumores indicam que Guto esperava uma grande valorização salarial após a boa campanha, mas o Remo não chegou nos valores esperados pelo treinador.

Além disso, Pedro Rocha, artilheiro do time em 2025, foi para o Coritiba. Caio Vinícius, titular no meio-campo, se transferiu para o Yunnan Yukun, da China, enquanto Pedro Castro, Luan Martins, Mateus Davó e Alan Rodríguez também deixaram o Remo.

Chegadas

Com boa parte dos principais jogadores saindo, Marcos Braz foi ao mercado de contratações. Juan Carlos Osório, técnico com passagens por São Paulo, Athletico-PR, seleções do México e Paraguai, foi o escolhido para assumir o Remo. O último trabalho do treinador foi no Tijuana, do México. Osório é conhecido por usar post-its para enviar mensagens aos seus jogadores enquanto estão em campo.

Alef Manga, que estava no Avaí, Nathan ex-Grêmio, e Carlinhos, ex-Flamengo, chegaram para o ataque. O setor foi um dos mais afetados com a virada de ano, já que perdeu Pedro Rocha, grande destaque do acesso de 2025.

No meio-campo, Patrick de Paula, ex-Botafogo e com passagem pelo Palmeiras, Yago Pikachu, rebaixado com o Fortaleza, e Zé Ricardo, que estava atuando no Japão, e Patrick, que tem passagens por Internacional, São Paulo, Santos e Athletico-PR, são os novos nomes.

Léo Andrade, que estava na Coreia do Sul, Thalisson, que jogou 2025 pelo Paysandu, e João Lucas, lateral-direito ex-Grêmio, reforçam a defesa, um dos pontos fortes do Remo em 2025.

Time titular

(4-3-3): Marcelo Rangel; Marcelinho, Reynaldo, Kayky Almeida, Sávio; Patrick de Paula, Freitas e Tachtsidis; Yago Pikachu, João Pedro, Alef Manga.

Juan Carlos Osorio é conhecido por times intensos e que pressionam na frente. Para isso, costuma armar sua equipe num 4-3-3, com pontas abertos e com energia para chegar na frente, além de um atacante fixo na área. Foi o caso no São Paulo, em 2015, quando jogava com Alexandre Pato e Michel Bastos abertos e Alan Kardec centralizado.

Ademais, a posse de bola é outro fator determinante para Osório. O treinador gosta de construir da defesa, povoando o meio campo e chegando no ataque com diversos jogadores.

Vale dizer que o técnico é conhecido por alta rotatividade nas escalações — o rodízio do Osório. Assim, é esperado que o time titular do Remo seja alterado constantemente, ainda mais com o Campeonato Paraense sendo disputado junto do Brasileirão.

2026

A expectativa é que o Remo brigue para não cair. Com saídas de nomes importantes, orçamento menor, problemas logísticos e apostas em jogadores experientes, o time deve brigar para permanecer na Série A até a última rodada.

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