A Seleção Norueguesa carimbou o seu lugar na Copa do Mundo pela primeira vez no século XXI com uma campanha de oito vitórias no mesmo número de jogos. Enquanto isso, a Itália terá novamente de disputar a repescagem para evitar a ausência da Copa pela terceira ocasião consecutiva
Pela primeira vez em sua carreira, aquele que é possivelmente a maior referência do futebol mundial na arte de fazer gols levará os seus talentos para a principal competição desse esporte. Erling Haaland liderou a Noruega a uma campanha fenomenal nas Eliminatórias Europeias superando a Itália para terminar na liderança de sua chave e garantir a vaga direta no mundial.
Ao marcar duas vezes diante da Itália na vitória por 4-1 no último jogo do grupo, Haaland garantiu a sua média de dois gols por partida nas Eliminatórias, não só terminando como o artilheiro disparado, balançando as redes 16 vezes, mas marcando o dobro de gols de qualquer outro jogador.
Por mais incrível que tenha sido, a capacidade de Haaland já era incontestável em competições anteriores nas quais a Noruega falhou. O que mudou desta vez foi justamente o desempenho coletivo da Seleção Norueguesa para poder extrair o máximo de seu principal jogador. Nomes como Antonio Nusa, Martin Ødegaard, Sander Berge e Alexander Sorloth cumpriram um excelente papel nesta jornada e, ao todo, a Noruega marcou 37 gols, a maior marca de qualquer seleção nas Eliminatórias.
A Noruega não disputa uma Copa do Mundo desde 1998, quando teve um bom desempenho batendo o Brasil na fase de grupos e classificando-se para as oitavas, quando foi eliminada pela Itália.
Alf-Inge Haaland, pai de Erling, não estava naquele grupo, mas disputou a Copa de 94 pela Seleção Norueguesa. Com a classificação da atual seleção, Erling e Alf-Inge entrarão para o histórico do grupo de pais e filhos que disputaram uma Copa do Mundo.
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Uma derrota por 3-0 para a Noruega no primeiro turno foi o suficiente para complicar totalmente os planos italianos, isso porque a Seleção Norueguesa não só não deixou pontos pelo caminho como teve a capacidade amplamente superior de construir uma diferença de saldo de gols determinante no grupo.
A Seleção Italiana chegou para o último jogo contra a Noruega em casa, precisando de uma vitória por nove gols de diferença para assumir a liderança, um resultado absolutamente inviável.
Além de sequer vencer o jogo, a Itália sofreu outra derrota desmoralizante para a Noruega, tomando 4-1 de virada em pleno San Siro, escancarando todos os problemas de uma seleção tetracampeã e que não disputa uma Copa do Mundo desde 2014.
Segunda colocada em sua chave, a Irália de Gennaro Gattuso terá de disputar a repescagem europeia pela terceira vez seguida, tentando evitar os fracassos anteriores, quando sucumbiu diante da Suécia e da Macedônia do Norte.
As Eliminatórias Europeias possuem doze grupos e os segundos colocados de cada chave se juntam com outras quatro seleções que recebem suas vagas de acordo com o desempenho na Liga das Nações.
Essas 16 seleções serão divididas em quatro potes e disputarão minitorneios de semifinal e final para definirem as últimas quatro classificadas para a Copa do Mundo do continente europeu.