Vencendo o Palmeiras por 1-0 na final em Lima, o Flamengo conquistou a quarta Copa Libertadores da América de sua história, tornando-se de maneira isolada o maior vencedor brasileiro desse torneio
Protagonistas de uma batalha das defesas, com nenhum time capaz de forçar o goleiro adversário a trabalhar com frequência, Palmeiras e Flamengo fizeram o famoso jogo de detalhes. Em uma bola parada bem orquestrada, Danilo marcou o único gol da partida, suficiente para dar ao Fla o maior troféu de clubes no futebol sul-americano.
Um jogador que, dentro de circunstâncias ideais, provavelmente nem estaria em campo naquele momento, o zagueiro Danilo se posicionou atrás de toda a marcação do Verdão e concluiu com extrema facilidade o escanteio cobrado por Giorgian De Arrascaeta.
Normalmente, a dupla titular na zaga do Fla é formada por Léo Ortiz e Léo Pereira, mas Ortiz perdeu os últimos jogos por lesão e, embora estivesse disponível para a final, Filipe Luís optou por Danilo, que tinha mais ritmo de jogo. Essa escolha natural foi recompensada da melhor maneira possível para o time carioca.
Arrascaeta, que anteriormente havia recebido a melhor oportunidade do jogo após erro na saída de Murilo, porém havia parado no bloqueio de Gustavo Gómez, acabou aparecendo como garçom. Essa assistência coroa uma temporada histórica para o camisa 10 do Fla, cujos números o colocam como um dos jogadores mais influentes do continente.
Após sofrer o gol, o Palmeiras, que vinha tendo uma postura bem mais conservadora, teve inevitavelmente de se lançar ao ataque. Por mais que tenha ocorrido uma pressão natural, especialmente nos instantes finais, dentro de um jogo tão equilibrado, o Verdão pouco criou e deixou o gramado sem forçar Agustín Rossi a realizar uma única defesa.
No total, as duas equipes terminaram o jogo combinando para 15 finalizações, sendo somente duas no alvo, ambas do Flamengo, o gol e uma cobrança de falta de Everton Cebolinha defendida por Carlos Miguel já nos acréscimos da etapa complementar.
Embora as chances de gol tenham sido remotas para o Palmeiras, a equipe paulista teve a sua melhor oportunidade nos pés de seu principal goleador e acabou não convertendo, com uma intervenção crucial do herói do jogo.
Após o rebote de um levantamento na área já na reta final do jogo, Flaco López realizou outro cruzamento que encontrou Gustavo Gómez em posição para ajeitar a bola para o meio da pequena área. A bola caiu nos pés de Vitor Roque, de frente para o gol, e a finalização do camisa 9 teve um desvio providencial de Danilo, tirando-a do rumo da meta defendida por Rossi.
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Pela segunda vez nas suas carreiras, Danilo e Alex Sandro conquistam este torneio no mesmo time, ambos tendo feito parte do elenco do Santos de Neymar que venceu a Copa Libertadores da América em 2011. Danilo, em especial, alcançou o quarto título continental de grande expressão em sua carreira, também duas vezes campeão da UEFA Champions League.
Danilo não foi o único indivíduo a fazer história com esse título. Filipe Luís também entrou para um seleto grupo de personagens do esporte campeões da Libertadores tanto como jogadores quanto como técnicos.
Vencedor desse torneio continental em 2019 e 2022, quando defendia a camisa do Flamengo como jogador, e agora campeão como técnico em 2025, Filipe Luís é o segundo brasileiro a alcançar esse feito histórico e oitavo entre todas as nacionalidades. O ex-lateral esquerdo se junta a nomes como Marcelo Gallardo e Renato Portaluppi.
Voltando aos jogadores, Danilo já era campeão pelo menos uma vez da Libertadores e da UEFA Champions League, mas quem acabou experimentando isso pela primeira vez foi o volante Jorginho. Campeão do maior torneio europeu pelo Chelsea em 2021, Jorginho conquistou o primeiro troféu em solo sul-americano, tendo o Fla como seu primeiro clube no Brasil.