Após o ouro de Lucas Pinheiro Braathen, rondoniense de 23 anos também faz História pelo Brasil
O Brasil segue alcançando feitos históricos nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Primeiro, nas Olimpíadas, com Lucas Pinheiro Braathen conquistando a inédita medalha do país na competição - e, logo de cara, um ouro - no esqui alpino. Agora, Cristian Ribera também escreveu seu nome nos grandes acontecimentos esportivos verde-amarelos ao ganhar a medalha de prata no esqui cross-country nas Paralimpíadas, na modalidade Sprint Classic.
A prata de Cristian não chega a ser uma surpresa: o atleta de 23 anos foi o campeão mundial da modalidade em 2025, e ele aterrissou na Itália como um dos favoritos ao pódio. Apesar da pouca idade, Ribera disputou a sua terceira paralimpíada em Milão-Cortina. Antes, terminou os Jogos de PyeongChang 2018 na sexta colocação e em Pequim 2022 ficou longe das medalhas por conta do Covid-19, contraído dias antes da competição.
Natural de Cerejeiras, Rondônia, Cristian nasceu com artrogripose, doença congênita que afeta as articulações das extremidades. Ainda bebê, se mudou para Jundiaí (SP) em busca de tratamento e passou por mais de 20 cirurgias para corrigir as pernas. Conheceu o esqui aos 13 anos, graças a um projeto de iniciação da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve). Antes, por indicação médica, praticou natação, atletismo, tênis, bocha e capoeira.
Cristian Ribera voltará à competição em outras três provas:
10 km sentado - quarta-feira (11) às 6h10 (de Brasília);
Revezamento misto 4x2,5 km - sábado (14) às 6h;
20 km sentado - domingo (15) às 5h.
Além de Cristian, Aline Silva também fez História no esqui cross-country: terminou a prova feminina na quarta colocação, o melhor resultado já alcançado por uma brasileira em Jogos de Inverno. Ela voltará a competir nas mesmas provas de Cristian (acima).