Desde a década passada, alguns times ganharam "novos" títulos brasileiros
No futebol brasileiro, a expressão “títulos por fax” é usada para se referir a conquistas que foram reconhecidas oficialmente por entidades como a CBF ou federações estaduais anos, ou até mesmo décadas, depois de terem sido disputadas. O termo não é oficial e costuma aparecer em debates entre torcedores.
A ideia por trás da expressão é que esses títulos não teriam sido “ganhos no momento”, mas validados posteriormente por meio de decisões administrativas associadas ao envio de documentos por fax.
Antes de 1971, o Brasil não tinha um campeonato nacional com o formato contínuo e padronizado que hoje se conhece como Campeonato Brasileiro. O calendário era dominado por competições estaduais, e os torneios nacionais surgiram de forma gradual, tentando resolver a necessidade de apontar um campeão do país em um território continental.
Nesse contexto, nasceram a Taça Brasil e, depois, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Essas competições reuniam os principais campeões estaduais e clubes mais fortes da época, funcionando como o equivalente nacional possível dentro das limitações logísticas e políticas do futebol brasileiro do período. Durante décadas, esses torneios foram tratados como competições históricas importantes, mas não oficialmente unificadas ao Brasileirão moderno.
Em 2010, a CBF decidiu unificar os títulos da Taça Brasil e do Robertão ao Campeonato Brasileiro, reconhecendo essas competições como campeonatos nacionais equivalentes. A decisão foi baseada em estudos históricos, pareceres técnicos e no entendimento de que esses torneios cumpriam a função de definir o melhor clube do país em suas respectivas épocas.
Pela classificação popular, o Palmeiras tem quatro títulos "por fax". O Santos, por sua vez, foi muitas vezes campeão com Pelé, e tem seis títulos por fax. Cruzeiro, Fluminense e Bahia tem um cada.