Seleção mexicana é quase imbatível na lendária arena
Inaugurado em 1966, o Estádio Azteca consolidou-se ao longo do tempo como uma das catedrais do futebol mundial. Hoje, rebatizado como Estádio Banorte e nomeado Estádio Cidade do México durante a Copa do Mundo, ele continua sendo o "Colosso de Santa Úrsula", o palco onde a seleção mexicana construiu sua lenda como anfitriã.
Com capacidade para 87.000 espectadores, é o maior estádio do México e das Américas, além de ser o nono maior do mundo. Foi inaugurado em 29 de maio de 1966 com um amistoso entre América e Torino. É o único estádio a ter sediado duas finais de Mundiais, nos campeonatos de 1970 e 1986, e também o que mais recebeu partidas na história do torneio.
A relação do estádio com a seleção mexicana é onde a história se torna mágica, já que a equipe nacional nunca perdeu uma partida de Copa do Mundo no Azteca. Essa sequência impressionante começou em 1970 e permanece intacta ao longo de três edições (1970, 1986 e 2026).
Em sua primeira Copa em casa, o México jogou três partidas da fase de grupos na arena. Empatou sem gols com a União Soviética na estreia, goleou El Salvador e venceu a Bélgica por 1 a 0. A eliminação, no entanto, veio longe dos domínios do Azteca, em Toluca, com uma derrota por 4 a 1 para a Itália.
Dezesseis anos depois, o roteiro se repetiu. A equipe comandada por Bora Milutinović venceu a Bélgica, empatou com o Paraguai e derrotou o Iraque, todos os jogos no Azteca. Nas oitavas, o México venceu a Bulgária por 2 a 0, em uma partida marcada pelo histórico gol de voleio de Manuel Negrete. A eliminação, novamente, ocorreu fora do "colosso", desta vez nos pênaltis contra a Alemanha Ocidental, em Monterrey.
Na terceira vez que o estádio sedia o Mundial, o México teve seu melhor início na história. A equipe de Javier Aguirre conquistou, pela primeira vez, nove pontos em nove possíveis na fase de grupos, com vitórias sobre África do Sul (2 a 0), Coreia do Sul (1 a 0) e Tchéquia (3 a 0).
Com a vitória por 2 a 0 sobre o Equador nas oitavas de final, com gols de Julián Quiñones e Raúl Jiménez, o México ampliou sua invencibilidade em casa. Com esse resultado, a seleção avança para as quartas de final sem sofrer um único gol no torneio e voltará a jogar no Estádio Cidade do México no domingo, 5 de julho, nesta que será a última partida da Copa em solo mexicano contra a Inglaterra.
Dessa forma, a seleção mexicana alcança a marca de nove vitórias, dois empates e nenhuma derrota em Copas do Mundo no Azteca, com 20 gols marcados e apenas 2 sofridos.
Fora das Copas do Mundo, as derrotas da seleção mexicana em casa são tão raras que ganharam um nome próprio. O Estádio Azteca só viu o México perder em duas partidas oficiais. A primeira foi em 16 de junho de 2001, quando a Costa Rica venceu por 2 a 1 nas eliminatórias para a Copa de 2002, dando origem ao termo "Aztecazo". A segunda foi contra Honduras, na campanha para o Mundial de 2014.
Ao longo de sua história, o México sofreu apenas oito derrotas nos mais de 140 jogos que disputou no Estádio Azteca. A mais recente ocorreu em 7 de setembro de 2013, quando a seleção perdeu para Honduras por 2 a 1, resultado que levou à demissão do técnico "Chepo" de la Torre na mesma noite.
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