O futebol é muito importante no Brasil e a qualidade de seus jogadores muito alta. Talvez por isso, exportamos mais jogadores do que qualquer outro país do mundo, especialmente para as ligas europeias.
No entanto, essa grande quantidade de talentos significa que nem todos chegam à Seleção, optando, em alguns casos, por representar nas competições internacionais os países nos quais jogam e vivem.
Historicamente, a Itália foi o país que mais aproveitou essa situação, muito graças à grande imigração italiana para o Brasil, que fazia com que muitos brasileiros tivessem ascendência italiana e pudessem facilmente pedir a naturalização europeia.
Em seguida, damos uma olhada a algumas dessas estrelas que nasceram no Brasil, mas acabaram por representar nações europeias.
Thiago Motta
O agora treinador nasceu no Brasil, começou sua carreira profissional no Barcelona no início dos anos 2000, estreando internacionalmente com a camisa verde e amarela em 2003.
Com muita concorrência no meio-campo da Seleção, e após algumas partidas, ele optou por representar a Itália, algo que estava qualificado por meio de seu avô paterno.
Ele jogou 30 partidas pela Azzurra entre 2011 e 2016, disputando as Eurocopas de 2012 e 2016, além da Copa do Mundo de 2014.
Jorginho
Nascido em Imbituba (Santa Catarina), Jorginho tem ascendência italiana por parte de seu bisavô paterno e mudou-se para a Itália aos 15 anos, começando sua carreira no Hellas Verona.
Atualmente jogador do campeão Flamengo, Jorginho fez inclusive parte da Squadra Azzura que venceu a Eurocopa de 2020.
Deco
Anderson Luís de Souza nasceu em São Bernardo do Campo, mas cedo se mudou para o Benfica, em Portugal. No entanto, foi no rival FC Porto que ele se destacou, então sob o comando de José Mourinho, rumando em seguida ao Barcelona para continuar uma carreira de sucesso, sendo considerado na época um dos melhores jogadores do mundo.
Após cinco anos em Portugal, ele obteve a cidadania e foi chamado à seleção das quinas. Um processo controverso que não teve inicialmente apoio da torcida portuguesa.
No entanto, logo em sua estreia, e justamente contra o Brasil, ele marcou o gol da vitória e quebrou muita da resistência à sua convocatória.
No total, ele disputou 75 partidas por Portugal, marcando cinco gols, e integrou a equipe que chegou à final da Eurocopa 2004.
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Pepe
Nascido em Maceió, Képler Laveran de Lima Ferreira, conhecido como Pepe, tinha 18 anos quando se mudou para o Marítimo, na Ilha da Madeira (Portugal), mas três anos depois foi para o FC Porto, onde se destacou.
Em 2007, ele conseguiu a cidadania portuguesa e optou por representar Portugal. A chamada à seleção era quase garantida para o zagueiro que então brilhava no Real Madrid.
Pepe jogou até os 41 anos, disputando 141 partidas pela seleção lusitana, tendo conquistado a Eurocopa 2016 e a Liga das Nações da UEFA em 2019.
Matheus Nunes
O jogador do Manchester City nasceu no Rio de Janeiro, mas começou a sua carreira em Portugal, no Ericeirense e se destacou depois no Sporting, antes de rumar à Premier League pela mão dos Wolves.
Após uma década em Portugal, o meia recebeu o passaporte português, representando a seleção lusitana desde 2021.
Donato
O volante foi o precursor dos jogadores nascidos no Brasil a representar La Roja.
Donato atuou por 15 anos na Espanha, no Atlético de Madrid e Deportivo La Coruña, e jogou pela seleção espanhola em 12 partidas, entre oficiais e amistosas, anotando dois gols na fase de qualificação para a Eurocopa 2016, que depois disputou.
Marcos Senna
Após jogar em cinco times brasileiros, o atleta nascido em São Paulo rumou ao Villarreal em agosto de 2002, aí ficando mais de uma década. Mas foi principalmente na seleção espanhola que Marcos Senna mostrou sua maestria.
Meio-campista defensivo, ele disputou 28 partidas pela Roja e foi fundamental na conquista da Eurocopa 2008.
Diego Costa
Após defender as cores do Brasil em dois amistosos (2013), Diego Costa optou por mudar de nacionalidade e representar a Espanha, sendo assim chamado à Copa do Mundo de 2014 e marcando 10 gols em sua carreira pela Roja.
Alemanha | Cacau, Kevin Kurányi e Paulo Rink |
Bélgica | Oliveira |
Croácia | Eduardo da Silva |
Espanha | Catanho |
Itália | Filó, Mazzola, Angelo Sormani, Dino da Costa, Nininho, Amauri |
Polônia | Thiago Cionek |
Portugal | Lucio, Célsio e Liédson |
Rússia | Mário Fernandes |
Turquia | Marco “Mehmet” Aurélio |
Ucrânia | Marlos |