Ex-jogador lutava contra um câncer no cérebro desde 2011
Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira (17) após sofrer um mal-estar e receber atendimento médico no Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo (SP). O ex-jogador lutava desde 2011 contra um câncer no cérebro, mas a causa da morte ainda não foi confirmada.
Oscar teve uma carreira de destaque por todo o planeta, na qual se consolidou como o segundo maior pontuador da história do basquete (49.703 pontos), e como o maior pontuador da história da modalidade nos Jogos Olímpicos (1.093 pontos). O Mão Santa atuou profissionalmente por 25 temporadas.
Nascido em 16 de fevereiro de 1958 em Natal (RN), mudou-se com a família para Brasília em 1970 por conta da carreira do pai, que era militar. Foi na capital federal que ele começou na carreira de jogador de basquete, no extinto clube Cristal. Depois, atuou por vários clubes no Brasil e na Europa, com destaque para Juvecaserta (ITA), Sírio (onde foi campeão mundial de clubes) e Flamengo.
Oscar chegou a ser draftado pelo New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets) em 1984, na 6ª rodada. Porém, Schmidt recusou o convite para jogar na NBA para continuar defendendo a Seleção Brasileira - até 1989, os jogadores da liga profissional americana não podiam defender suas equipes nacionais.
Oscar participou de 5 Olimpíadas consecutivas (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996). Somente o porto-riquenho Teófilo Cruz e o australiano Andrew Gaze participaram do mesmo número de edições;
Oscar é o jogador com o maior número de pontos em um jogo de Olimpíadas (55), contra a Espanha, em Seul-1988;
Nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis (EUA), Oscar liderou o Brasil na memorável vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, marcando a primeira derrota dos norte-americanos em casa na História da competição;
Oscar foi introduzido no Hall da Fama da FIBA em 2010, como reconhecimento por sua contribuição ao basquete mundial.