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Manchester United: Início de Michael Carrick não poderia ser melhor

Poucos jogos validaram a escolha do Manchester United de mudar de técnico no meio da temporada, rompendo o trabalho de Ruben Amorim e apontando Michael Carrick de maneira interina até o fim da temporada, com excelentes resultados iniciais

Mobilização em um começo dos mais desafiadores

Quando Michael Carrick assumiu o comando do Manchester United, inicialmente até o meio do ano, os Red Devils tinham simplesmente Arsenal e Manchester City em sequência nas próximas rodadas, os dois melhores times da Premier League nessa temporada, primeiramente recebendo os Cityzens e depois visitando os Gunners — o Manchester United cresceu à ocasião e conseguiu faturar os seis pontos que disputou.

Diante do Man. City especificamente, o Man. United conseguiu um domínio que, mesmo nos piores momentos dos Cityzens na era Pep Guardiola, parecia absolutamente inalcançável. Acumulando sete finalizações no alvo e ainda tendo dois gols anulados na partida contra nenhum chute no alvo dos Cityzens, o Manchester United foi o dono do jogo na vitória por 2-0, exercendo um grau de superioridade para com os comandados de Pep Guardiola que o histórico treinador espanhol nunca havia encarado na Premier League.

Diante do Arsenal, o Manchester United naturalmente sofreu muito mais, mas apresentou a compostura tradicionalmente associada aos times mais maduros, ao superar o que parecia um gol de empate nos minutos finais, marcando logo em seguida para retomar a liderança e vencer por 3-2— resultado que quebrou a invencibilidade dos Gunners no Emirates na temporada 25/26.

Embora jamais com tanto impacto, o Manchester United já havia vencido os melhores times do país em temporadas recentes, apenas para, logo em seguida, não capitalizar na boa fase e realmente se estabelecer entre os times mais dominantes do país. Após bater Arsenal e Man. City, o próximo passo era exercer a sua superioridade em jogos diferentes, nos quais o peso do protagonismo caía no lado da equipe de Michael Carrick e, a primeiro plano, os Red Devils conseguem isso.

Enfrentando Fulham e um Tottenham Hotspur em seus próximos dois jogos, o Manchester United manteve o pé no acelerador e conquistou os seis pontos disputados, alcançando o que são agora quatro vitórias consecutivas — o Man United não só se insere de vez na briga por UEFA Champions League, algo que foi muito mais uma meta do que a realidade durante a primeira metade da temporada sob o comando de Ruben Amorim como também apresenta um argumento como o time em melhor forma na PL.

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Extraindo o melhor de seus principais jogadores

Simplesmente falar em uma mudança do 3-4-2-1 para o 4-2-3-1 não ilustra todos os pontos positivos das alterações implementadas logo de cara por Michael Carrick, cujo foco foi extrair o melhor de suas principais peças, algo que essa equipe encontrava enorme dificuldade em realizar com frequência há um bom tempo.

Bruno Fernandes, líder técnico e capitão desse time, demonstra o impacto positivo dessa mudança da melhor forma — o camisa 8 saiu de uma função mais recuada, atuando em uma dupla de meio-campistas, papel que ele cumpriu muito bem por sua qualidade, mas que naturalmente limitava o seu impacto ofensivo, deixando-o mais longe do gol — sob o comando de Carrick, Bruno voltou a atuar como o tradicional camisa 10. Nesta nova velha função, Bruno possui pelo menos uma contribuição direta para gol em todos os seis jogos desde a saída de Amorim, quatro com Carrick.

A mudança no posicionamento de Bruno abriu uma vaga na dupla de meio-campistas ao lado de Casemiro e o nome escolhido foi um atleta que raramente recebia oportunidades com Amorim, o jovem inglês Kobbie Mainoo. Considerando o quão pouco Mainoo vinha jogando e tudo o que está sendo pedido dele, o jogador de 20 anos já vem muito bem e tem bastante espaço para evolução.

Defensivamente, o início dessa trajetória de Michael Carrick coincidiu com os retornos de Harry Maguire e Lisandro Martínez, dois jogadores que perderam a maior parte dessa temporada por lesão e entregam uma solidez ao sistema defensivo e qualidade na distribuição, no caso de Martínez, que essa equipe não vinha tendo nos meses anteriores.

O Manchester United ainda passa longe de ser uma defesa impenetrável, sofrendo pelo menos dois gols em metade dos quatro jogos com Carrick e em quatro de seis em todas as partidas desde a saída do treinador português — a mudança vem na produção ofensiva que é tão boa para superar os maiores obstáculos graças a Bruno Fernandes, Bryan Mbeumo, Amad Diallo e cia.

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