Possuindo quatro representantes diferentes nas últimas cinco Finais da NBA, a Conferência Leste apresenta um cenário intrigante na temporada 25/26
Enquanto uma equipe como o Indiana Pacers partiu para um ano de total reconstrução após a lesão de Tyrese Halliburton, que o tiraria de toda a temporada regular, o Boston Celtics e seu elenco mais profundo seguiram um rumo oposto. Excedendo até os prognósticos mais positivos, Boston realiza uma excelente campanha em uma temporada que começou sem Jayson Tatum, o seu melhor jogador. Tatum apenas recentemente voltou e, por mais distante que ainda esteja de sua melhor forma, entregará um baita reforço para Joe Mazulla.
A manutenção de Boston como um dos times mais fortes do Leste durante o período de ausência de Tatum se deu principalmente por conta do crescimento de Jaylen Brown. Aos 29 anos, All-Star em quatro das cinco temporadas anteriores, Brown claramente deu um passo à frente e se colocou na conversa dos jogadores mais importantes da liga, pelo menos durante essa temporada regular. A média de 28.6 pontos por jogo de Brown é a melhor de sua carreira, tentando mais arremessos de dois do que qualquer outro jogador da liga (16.0).
Donos da melhor defesa da NBA, os Celtics possuem como maior trunfo em relação a um competidor como o Detroit Pistons justamente a sua experiência na pós-temporada. A diferença entre essas duas equipes nesse quesito é gritante, com Boston tendo vários jogadores que faziam parte do elenco campeão em 2024, enquanto esse é o primeiro ano de Detroit com esse grupo competindo no topo do Leste.
Um time melhor desde a virada do ano, o Cleveland Cavaliers tem colhido os benefícios de um James Harden mais eficiente com um volume de jogo bem inferior, agora inserido no contexto de um dos ataques mais produtivos da liga, número três em pontos por jogo com 119.4. Mesmo terminando a temporada bem, os comandados de Kenny Atkinson não repetirão a excelente campanha da temporada passada, mas podem tirar lições valiosas da eliminação para os Pacers, agora com mais experiência nos playoffs que apresentam outros desafios.
Sete vezes All-Star em sequência, Donovan Mitchell segue produtivo como sempre, talvez não chamando tanta atenção quanto outras superestrelas, mas seguindo como o grande nome desse ataque tão qualificado, a caminho da sua melhor média de pontos por jogo desde o seu primeiro ano em Cleveland, atualmente com 27.9.
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Insatisfeito com a eliminação para os Pacers no ano passado, o New York Knicks interrompeu o trabalho conduzido por Tom Thibodeau e foi atrás de Mike Brown, que assumiu a equipe nova-iorquina com um nível de pressão bem maior do que o de outros técnicos no seu primeiro ano. Por outro lado, essa transição é feita com maior facilidade pela manutenção de um núcleo de sucesso sem grandes mudanças no time.
Uma mudança significativa na postura em relação ao time da temporada passada é que Karl Anthony-Towns vem tentando em média três arremessos de quadra a menos por jogo, volume que em parte foi repassado a Jalen Brunson. Pela segunda vez na sua carreira, Brunson pode terminar uma temporada com pelo menos 20 arremessos de quadra por jogo.
Um problema no pulmão tira Cade Cunningham desta reta final de temporada regular e, por mais que exista uma expectativa do seu retorno em tempo para os playoffs, não há como não se preocupar com o impacto de sua ausência. Os Pistons saíram de um seed 6 na temporada passada para a melhor campanha do Leste neste ano.
All-Star pela primeira vez em sua carreira, o pivô Jalen Duren levou o seu jogo para um outro nível nesta temporada e é um dos principais responsáveis por esse crescimento de Detroit que muito provavelmente terá mando de quadra durante toda a jornada dos playoffs no Leste.
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