Apesar de ser o clube mais famoso por sua restrição, o Athletic Bilbao não é o único do mundo que tem regras sobre quem contrata
O Athletic Bilbao, da Espanha, é conhecido por contratar apenas jogadores do País Basco ou formados na região. Mesmo com uma política tão restritiva, o clube da Euskal Herria, nome da região em basco, é um dos três clubes da La Liga que nunca foram rebaixados.
Isso é motivo de orgulho para os torcedores do clube, que carrega consigo uma forte herança cultural de uma época em que a Espanha ainda era dividida em diferentes reinos.
Contudo, o Athletic Bilbao não é o único clube do mundo a ter restrições sobre quem pode contratar com base na região onde o jogador nasceu ou foi formado. Conheça outros sete clubes que têm políticas internas semelhantes:
Atualmente na segunda divisão turca, o Altinordu só contrata jogadores turcos. A restrição visa valorizar os talentos do país, com o clube tendo uma das melhores categorias de base da Turquia.
Um dos clubes mais tradicionais do México, o Chivas só contrata jogadores mexicanos ou com ascendência mexicana. Fundado em 1906, o clube adotou a política de contratação em 1943, quando o México passou a ter sua primeira liga profissional.
Terceiro maior vencedor da liga equatoriana, mas atualmente na segunda divisão, o El Nacional apenas contratar jogadores do Equador para seu time. A restrição levou ao apelido do clube, Los Puros Criollos, ou "Os Nativos", em tradução para o português.
Principal clube da Estônia, o Flora Tallinn só contrata jogadores do país báltico. Fundado em 1990, o clube mantém a restrição desde sua criação e é o maior vencedor da Meistriliiga, a primeira divisão estoniana.
Fundado em 2025, o FC Supra du Québec é uma franquia de expansão da Premier League do Canadá. O clube foi criado para expandir o futebol na província e, com isso, adotou uma política semelhante à do Athletic Bilbao, contratando apenas jogadores nascidos ou formados na província de Québec.
O Paksi FC é um clube fundado em 1952 que chegou à primeira divisão húngara apenas em 2006. Conhecido como Atomcsapat, o "Time Nuclear", devido à usina nuclear localizada na cidade, o Paksi só contrata jogadores húngaros.
O Unió Esportiva Olot, ou UE Olot, tem 105 anos de existência mas sua política de contratar apenas jogadores dos países catalães (Catalunha, Ilhas Baleares, Valência, Andorra e outras regiões de língua catalã) começou em 2016. Atualmente disputa a Segunda Federación, a quarta divisão do futebol espanhol.