Relembre os melhores números 10 da história do Barcelona, incluindo Evaristo, Romário, Rivaldo e Ronaldinho.
O número 10 do FC Barcelona é mais do que apenas um número em uma camisa; é um símbolo de criatividade, genialidade e liderança. É uma herança, carregada por alguns dos maiores artistas que o mundo do futebol já conheceu. Agora que o jovem supertalento Lamine Yamal assumiu essa responsabilidade, é o momento perfeito para relembrar os astros que o precederam.
A história recente da camisa mostra que ela pode ser tanto uma honra quanto uma enorme pressão. Por exemplo, Ansu Fati, outrora visto como o sucessor natural do número, não conseguiu corresponder às altas expectativas. Isso prova que apenas jogadores de calibre excepcional podem prosperar com esse número nas costas.
Na rica história do clube, muitos grandes nomes tiveram essa honra. Aqui está o nosso ranking dos dez melhores jogadores que vestiram o número 10 catalão.
Muito antes das recentes estrelas brasileiras encantarem o Camp Nou, havia Evaristo. O atacante chegou em 1957, vindo do Flamengo, e foi um dos primeiros astros sul-americanos a vestir a camisa.
Em uma época dominada por jogadores europeus, ele trouxe um toque de samba para a Catalunha e, em cinco temporadas no clube, foi uma verdadeira máquina de gols, resultando em seis prêmios importantes.
Sua conquista mais memorável talvez seja o fato de ter sido o primeiro jogador a marcar um hat-trick no então novo Camp Nou. Com um total impressionante de 78 gols em 114 jogos, ele deixou uma marca indelével.
Sua saída para o arquirrival Real Madrid, motivada por regras que limitavam o número de jogadores estrangeiros, ainda é vista como um momento delicado na história do clube.
O “Maradona dos Cárpatos”. Após duas temporadas no arquirrival Real Madrid, o pequeno e criativo meio-campista chegou ao Barcelona em 1994. Nas duas temporadas que jogou na Catalunha, ele mostrou lampejos de pura genialidade, graças à sua técnica de classe mundial e um pé esquerdo mágico.
Seu gol contra o Celta Vigo (1994), um voleio fenomenal de fora da área, ainda é considerado um dos mais bonitos da história blaugrana.
Lesões e um período de turbulência no clube fizeram com que sua passagem fosse relativamente curta. Sem esses fatores, ele sem dúvida estaria mais acima nesta lista.
Vencedor da Chuteira de Ouro da Copa do Mundo de 1994 e indiscutivelmente o melhor jogador búlgaro de todos os tempos, Stoichkov era o coração ardente, temperamental e genial do lendário “Dream Team” de Johan Cruyff.
Embora jogasse frequentemente com o número 8, teve o seu melhor período na temporada 1993/94, quando usava mais frequentemente o número 10.
Seu apelido - “El Pistolero”, era uma descrição perfeita de seu estilo de jogo: explosivo, imprevisível e com um chute mortal.
Naquela temporada, ele marcou 24 gols e formou uma das duplas de ataque mais temidas do mundo com Romário. Seu desempenho foi recompensado no final de 1994 com o prêmio individual mais prestigiado do futebol: a Bola de Ouro.
Não confundir com seu homônimo uruguaio moderno. O Luis Suárez original é considerado um dos melhores jogadores de futebol espanhóis de todos os tempos e o primeiro espanhol a ganhar a Bola de Ouro (1960).
Seu apelido, “El Arquitecto”, diz tudo sobre seu papel em campo. Com um estilo elegante e passes sublimes, ele era o estrategista, o craque que traçava as linhas e determinava o ritmo da partida - o verdadeiro motor da equipe.
Ele marcou 62 gols em 122 partidas, um número respeitável para um meio-campista, e foi o líder absoluto da equipe que dominou o campeonato espanhol nas décadas de 1950 e 1960.
Ele jogou apenas duas temporadas pelo clube, mas o impacto de Romário foi tão grande que ele não poderia ficar de fora desta lista. O campeão mundial brasileiro era um fenômeno, um atacante com um instinto incomparável para o gol. Sua aceleração explosiva nos primeiros metros e seu famoso “puntero” (o pontapé) o tornavam indomável na área.
Em sua temporada de estreia, ele marcou um número impressionante de 32 gols e foi a figura-chave na equipe campeã de 1993/94.
Sua parceria com Stoichkov foi breve, mas lendária. Romário foi como um cometa que brilhou por pouco tempo, mas de forma deslumbrante, no Camp Nou.
Clique aqui para conferir nossa página de Apostas Esportivas
Antes de Johan Cruyff mudar o clube para sempre, László Kubala foi o primeiro grande astro estrangeiro a conquistar os corações dos torcedores catalães. A lenda húngara era tão popular que o antigo estádio - Camp de Les Corts - ficou pequeno e, em parte devido à sua popularidade, foi então iniciada a construção do Camp Nou.
Kubala era um atacante completo: forte, habilidoso e especialista em cobranças de falta.
Ele jogou pelo clube durante dez anos, ganhou 14 títulos e marcou uns incríveis 193 gols em 254 jogos.
Em 1999, durante a comemoração do centenário do clube, ele foi eleito pelos torcedores o melhor jogador da história do clube, o que reforça seu estatuto mítico.
Em um período em que o Barcelona não era sempre bem-sucedido, Rivaldo foi o homem que liderou a equipe.
O atacante brasileiro era um jogador de pura genialidade imprevisível. Em seus melhores dias, ele era simplesmente imbatível. Sua estatura alta e um pouco desengonçada era enganadora, pois sua técnica, seus dribles e seu chute de longa distância devastador eram de outro planeta.
Seu momento mais icônico, e talvez um dos gols mais famosos da história da LaLiga, foi seu chute de bicicleta contra o Valencia em 2001. Com esse gol no último minuto da última rodada, ele garantiu a vaga do time na UEFA Champions League.
Durante sua passagem pelo catalunha, ele ganhou a Bola de Ouro e o título de Jogador do Ano.
Após sua transferência recorde do Boca Juniors em 1982, a lenda argentina recebeu imediatamente o número 10. Embora seus melhores anos tenham sido no Napoli e na seleção argentina, ele já havia mostrado em Barcelona por que é considerado um dos maiores de todos os tempos. Ele foi o primeiro verdadeiro astro mundial de sua geração no clube.
No entanto, seu tempo na Catalunha foi marcado por contratempos, incluindo uma lesão grave e controvérsias. Apesar disso, ele se tornou um favorito do público e mostrou lampejos de seu talento extraordinário. Sua passagem pelo clube terminou após uma briga generalizada na final da Copa del Rey de 1984. Sua estadia foi curta e turbulenta, mas o impacto de sua genialidade foi inegável.
Ronaldinho era mais do que um jogador de futebol; ele era um artista, um mágico que trouxe o sorriso de volta ao Camp Nou.
Após alguns anos difíceis, ele foi o catalisador de uma nova era de sucesso sob o comando do técnico Frank Rijkaard.
Com seu “Joga Bonito”, seus passes sem olhar e sua alegria contagiante em campo, ele conquistou os corações dos fãs de futebol em todo o mundo.
Seu momento mais lendário foi a ovação de pé que recebeu no estádio do arquirrival Real Madrid em 2005. Após uma atuação totalmente superior, na qual humilhou a defesa madrilenha repetidas vezes, até mesmo o público hostil reconheceu sua maestria. Foi a homenagem definitiva a um jogador que transcendeu esse esporte.
O indiscutível e inalcançável número um. Lionel Messi não é apenas o melhor número 10 da história do Barcelona, mas o melhor jogador da história do clube e, para muitos, o melhor jogador de futebol de todos os tempos.
Suas estatísticas são impressionantes: 672 gols e 303 assistências em 778 jogos. Mas os números por si só não contam toda a história. Messi foi sinônimo do período mais bem-sucedido da história do clube. Ele era o maestro, o finalizador e o criador de jogadas, tudo em um.
Ele ganhou inúmeros prêmios, incluindo quatro UEFA Champions League e um número recorde de Bolas de Ouro.
O fato dele liderar com facilidade uma lista com lendas como Ronaldinho, Maradona e Rivaldo diz tudo sobre seu estatuto sobrenatural. Ele não apenas vestiu a camisa número 10, como a redefiniu para sempre.