Jogador deve judicializar sua não renovação; entenda o caso
A saída de Memphis Depay do Corinthians pode terminar em uma disputa milionária na Justiça. Segundo o ge, o estafe do atacante pretende cobrar cerca de US$ 20 milhões, (aproximadamente R$ 103 milhões), referentes ao contrato de renovação que havia sido acordado entre as partes, mas não chegou a ser assinado pelo presidente Osmar Stabile. Somado à dívida do vínculo anterior, o valor que o clube pode ter de pagar ao jogador chegaria a cerca de R$ 180 milhões.
A conta envolve duas partes. A primeira é a dívida que o Corinthians já possui com Memphis pelo contrato que terminou em julho de 2026. Inicialmente, o jogador havia aceitado fixar esse débito em R$ 42 milhões, sem juros e multas, mas a mudança de postura do clube fez com que ele deixasse de abrir mão desses encargos. Com isso, a dívida pode chegar atualmente a R$ 77 milhões.
A segunda parte é justamente o novo contrato. Memphis e Corinthians haviam chegado a um acordo para a extensão do vínculo por mais duas temporadas, com valor total estimado em US$ 20 milhões. O documento chegou a ser elaborado, mas não foi assinado por Osmar Stabile, que decidiu interromper a renovação por razões financeiras.
O estafe de Memphis entende que o acordo foi fechado de boa-fé e que havia elementos suficientes para comprovar o compromisso entre as partes. Entre eles estão as trocas de e-mails e documentos sobre as cláusulas do contrato, além da ida do atacante ao Brasil para realizar exames médicos e acompanhar um jogo do Corinthians na Neo Química Arena. Na visão dos representantes do jogador, esses acontecimentos demonstrariam que faltava apenas a assinatura do presidente para formalizar o vínculo.
O Corinthians, por outro lado, está ciente da possibilidade de uma ação judicial, mas considera que tem respaldo para não concluir a renovação, já que o novo contrato não chegou a ser assinado. Assim, caberá à Justiça avaliar se houve ou não um compromisso juridicamente válido entre as partes.