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Por que Neymar se aposentou da Seleção Brasileira?

Em meio a polêmicas, lesões e decepções, jogador indica que encerrou sua carreira na Seleção

Neymar anunciou, nesta terça-feira (28) a aposentadoria da Seleção Brasileira, encerrando uma trajetória de 16 anos vestindo a camisa verde e amarela. Maior artilheiro da história da equipe, o atacante colocou um ponto final em sua passagem pela Amarelinha poucas semanas após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo.

A decisão já era esperada desde o Mundial. Logo após a derrota, Neymar deixou o gramado emocionado e deu a entender que aquele poderia ter sido seu último jogo pela seleção. Agora, a despedida foi confirmada oficialmente.

Por que Neymar se aposentou da Seleção?

"Meu momento na Seleção terminou"

O principal motivo foi revelado pelo próprio jogador. Após a classificação do Santos às oitavas de final da Copa Sul-Americana, Neymar afirmou que acredita ter encerrado seu ciclo defendendo o Brasil.

"Meu momento na Seleção terminou. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida. Sempre lutei e me esforcei por essa camisa, mas acredito que não quero mais", afirmou.

A declaração indica que a aposentadoria não foi causada por um conflito com a CBF nem por uma lesão específica. Para o camisa 10, se trata do encerramento de um ciclo iniciado em 2010, quando estreou pela equipe principal aos 18 anos.

Copa de 2026

Embora a decisão tenha sido anunciada apenas agora, a eliminação precoce na Copa do Mundo foi o principal marco para a despedida.

Depois de disputar seu quinto Mundial, Neymar viu o Brasil cair nas oitavas de final para a Noruega. O resultado representou mais uma frustração em uma carreira marcada pela busca do título mundial, objetivo que nunca conseguiu alcançar.

Ao longo da carreira, o atacante também esteve presente nas Copas de 2014, 2018 e 2022. Em todas elas, viveu momentos marcantes, mas deixou a competição sem levantar o troféu. A fratura sofrida em 2014, a eliminação para a Bélgica em 2018 e a queda nos pênaltis para a Croácia em 2022 ajudaram a construir uma trajetória de talento, mas também de frustrações com a camisa da Seleção.

Lesões

Outro fator importante foi a condição física do atacante. Nos últimos anos, Neymar enfrentou uma sequência de lesões que limitaram sua participação tanto em clubes quanto na Seleção.

A ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho, sofrida em 2023, exigiu uma longa recuperação. Depois disso, o camisa 10 ainda conviveu com problemas musculares antes de conseguir voltar a atuar regularmente e disputar a Copa de 2026.

Nunca unânime

Se dentro de campo Neymar deixa números difíceis de serem igualados, fora dele sua passagem pela Seleção foi marcada por uma relação complexa com a torcida brasileira.

Desde muito jovem, o atacante carregou a responsabilidade de ser o principal nome do futebol brasileiro, mas nunca alcançou o status de unanimidade de ídolos como Ronaldo, Romário ou Ronaldinho Gaúcho. Enquanto uma parte dos torcedores via Neymar como um craque capaz de carregar a equipe praticamente sozinho, outra criticava sua postura em campo, as frequentes polêmicas extracampo e a incapacidade da geração de conquistar uma Copa do Mundo.

Em diferentes momentos da carreira, o camisa 10 também foi alvo de críticas por simulações de faltas, excesso de protagonismo e declarações que dividiram opiniões. Fora das quatro linhas, questões envolvendo sua vida pessoal e posicionamentos públicos contribuíram para tornar sua imagem ainda mais polarizadora.

Por outro lado, seus defensores argumentam que Neymar assumiu uma responsabilidade incomum para um jogador tão jovem e que, durante mais de uma década, foi praticamente o único atleta de nível mundial da Seleção Brasileira, convivendo com uma pressão muito superior à enfrentada por outros grandes nomes do futebol nacional.

O legado de Neymar na Amarelinha

Independentemente das opiniões, Neymar encerra sua trajetória como um dos maiores jogadores da história da Seleção Brasileira. Foram 130 partidas, 80 gols, recorde absoluto da equipe principal, e 58 assistências, além dos títulos da Copa das Confederações de 2013 e da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

A despedida também encerra um dos capítulos mais debatidos da história recente do futebol brasileiro. Para alguns, Neymar foi o último grande craque da Seleção e carregou uma geração abaixo das expectativas. Para outros, ficou devendo justamente nos momentos em que o Brasil mais precisava de seu principal jogador.

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