Contratações de Salah e Lukaku chamaram atenção nos últimos dias
A Super Lig vive um boom no mercado de transferências. Os clubes turcos vêm aumentando os investimentos em reforços e passaram a disputar jogadores que, até pouco tempo atrás, pareciam fora da realidade financeira do futebol do país. O movimento ganhou força principalmente entre os grandes clubes, como Galatasaray, Fenerbahçe e Besiktas.
O crescimento não começou agora. Na temporada 2025/26, os clubes da Turquia gastaram cerca de €453 milhões (R$ 2,6 bilhões) em transferências, mais que o dobro do recorde anterior da competição, de €221 milhões em 2024/25. O aumento colocou a Super Lig entre os campeonatos que mais movimentaram dinheiro no mercado europeu.
Alguns grandes nomes do futebol mundial nos últimos anos, como Leroy Sane, N'Golo Kanté, Romelu Lukaku e Mohammed Salah estão atuando em times turcos.
Um dos principais motivos é a maior liberdade financeira dos grandes clubes. Galatasaray e Fenerbahçe, por exemplo, deixaram o programa de reestruturação de dívidas conhecido como Bankalar Birliği, o que aumentou a capacidade de investimento -embora também tenha elevado os riscos financeiros. Receitas provenientes da venda de propriedades também ajudaram a aumentar a liquidez dos clubes.
Outro fator é a tentativa de aumentar a competitividade do futebol turco na Europa. Com clubes como Galatasaray e Fenerbahçe disputando regularmente UEFA Champions League e Europa League, investimentos maiores podem significar mais receitas de premiação, bilheteria, patrocínios e exposição internacional. O mercado também ficou mais favorável para a Süper Lig: jogadores que ainda têm mercado na Europa enxergam a Turquia como uma alternativa competitiva e financeiramente atrativa.
Por fim, o maior dos fatores não significa necessariamente um aumento de renda dos clubes, e sim uma questão fiscal. Na Turquia, atletas de ponta pagam muito menos impostos do que em países como Itália, Espanha e Inglaterra. Dessa forma, um salário, por exemplo, de 5 milhões de euros anuais na Turquia, vai quase integralmente para o bolso do jogador. Na Espanha, ele só receberia cerca de 3 milhões.