Pular para conteúdo
Raphinha
  1. FUTEBOL
  2. LALIGA

Por que Raphinha joga bem no Barcelona e não rende o mesmo na Seleção?

Atacante já tem 14 gols em oito jogos pelo time espanhol na temporada, mas vestindo a amarelinha não repete o desempenho; veja os motivos

Raphinha vive um início de temporada espetacular no Barcelona e se tornou uma das principais referências ofensivas da equipe de Hansi Flick. A grande novidade, porém, está na posição: após as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres, o brasileiro passou a atuar como falso 9. A mudança ajudou a potencializar características que nem sempre são exploradas da mesma maneira na Seleção Brasileira.

Nova função no Barcelona

A mudança faz sentido pelas características do atacante. Raphinha nunca foi um ponta que permanecia preso à linha lateral. Mesmo quando começava pela esquerda, costumava buscar espaços por dentro. Agora, como falso 9, ele parte do centro do ataque, mas tem liberdade para recuar, circular entre os zagueiros e aparecer em diferentes regiões do campo.

Hansi Flick explicou que Raphinha "sempre se move para dentro" e que precisa estar envolvido no jogo. Por isso, o treinador considera o brasileiro a melhor opção para atuar como centroavante neste momento.

A função também cria espaços para os jogadores ao redor. Quando Raphinha recua para participar da construção, os defensores precisam decidir se acompanham o brasileiro ou permanecem protegendo a área. Ao mesmo tempo, jogadores como Lamine Yamal e os meio-campistas podem atacar os espaços que aparecem.

Diferença na Seleção

Na Seleção Brasileira, Raphinha normalmente encontra uma configuração diferente. O atacante pode atuar pelos lados e precisa dividir o protagonismo ofensivo com outros jogadores, enquanto no Barcelona atual ele é o principal ponto de referência do ataque.

Também existe uma diferença importante no tempo de treinamento. No Barcelona, Flick consegue trabalhar durante toda a temporada os movimentos de Raphinha como falso 9, além das trocas de posição com Yamal e os demais jogadores. Na Seleção, Ancelotti tem poucos dias para preparar cada partida e precisa adaptar o sistema aos jogadores convocados.

Companheiros diferentes

A presença de Lamine Yamal também ajuda a explicar a diferença. O espanhol ocupa principalmente o lado direito e consegue atrair adversários no um contra um, enquanto Raphinha atua mais centralizado. Assim, o brasileiro não precisa necessariamente sair da sua posição para buscar a bola e pode se concentrar em criar e atacar espaços perto da área.

Raphinha é um "jogador de clube"?

A diferença de desempenho alimentou a discussão sobre Raphinha ser um "jogador de clube", mas o cenário atual mostra que a questão é mais complexa. O próprio atacante já admitiu que ainda pode fazer mais pela Seleção, enquanto destaca a importância do trabalho desenvolvido no Barcelona.

A principal diferença, portanto, está no contexto. No Barcelona, Raphinha atualmente é o atacante central de um sistema que conhece seus movimentos e cria espaços para ele. Na Seleção, ainda é preciso encontrar a melhor maneira de encaixar o brasileiro em um ataque com outros jogadores e com muito menos tempo de treinamento.

Artigos Relacionados

A bet365 utiliza cookies

Nós utilizamos cookies para oferecer um serviço melhor e mais personalizado. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies