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Premier League 2025/26
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Premier League: Disputa acirrada pelo top 5

A melhor liga nacional do mundo não poderia proporcionar algo menor do que uma batalha impressionante por vagas na UEFA Champions League. Aston Villa, Man. United, Chelsea e Liverpool protagonizam essa disputa

Sucesso na Europa beneficia a liga

O sucesso de times ingleses em competições continentais, todos ainda vivos na disputa por títulos, deixa o futebol inglês muito próximo de uma das vagas extras para a UEFA Champions League, recompensa dada às duas ligas com melhor desempenho em competições da UEFA em cada temporada.

Enquanto Arsenal e Manchester City naturalmente se distanciam do Aston Villa aos poucos na briga pelo título, Manchester United, Chelsea, Liverpool e até mesmo o próprio Villa, que ainda tem uma vantagem razoável em relação a esses outros três times, brigam pela classificação para a UEFA Champions League.

Diferentemente de outras grandes ligas europeias, na Premier League, mesmo um time como o Liverpool, que abriu a temporada como atual campeão e forte candidato ao título, pode não sobreviver a uma queda de desempenho significativa e ter o seu lugar na principal competição europeia ameaçado, como atualmente é.

Restando 11 rodadas e com todos os confrontos diretos possíveis da segunda metade da temporada a serem disputados entre Aston Villa, Manchester United, Chelsea e Liverpool, a briga pelo top 5 da Premier League promete — assim se encontram cada um desses times atualmente.

Unai Emery extrai tudo o que pode do Aston Villa

Terceiro colocado desde a 14ª rodada, o Villa vem administrando uma vantagem nesta briga pela UEFA Champions League, tendo fresco na memória a decepção da temporada passada — quando falhou em assegurar a vaga na rodada final da PL ao tropeçar fora de casa contra um time do Manchester United que já não tinha mais nada pelo que jogar.

Claramente, o time que tem menos recursos entre esses quatro que brigam pelo top 5, o Aston Villa, ficou conhecido nessa temporada como a equipe que desafia certas estatísticas, rotineiramente produzindo mais gols do que o seu volume de jogo indicaria — a especialidade da casa é o chute de média e longa distância, contando com nomes como Morgan Rogers e Emiliano Buendía entre os mais letais nesse tipo de finalização. Entretanto, os 38 gols em 27 jogos representam a segunda pior marca da primeira metade da tabela e a campanha excepcional também se dá pela capacidade acima da média desse time de vencer jogos apertados consistentemente.

Essa capacidade, que já levou o Villa a 11 triunfos consecutivos em todas as competições, não se faz presente com a mesma frequência. Tendo obtido somente um triunfo nas últimas quatro rodadas, o Villa começa a abrir espaço para os seus competidores e em breve terá de conciliar as demandas da PL com a sua campanha na UEFA Europa League, onde é o principal candidato ao título — também podendo se classificar à UCL desta maneira.

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Man. United em plena ascensão

Michael Carrick revolucionou o Manchester United fazendo o simples, utilizando seus melhores jogadores nas suas melhores funções, construindo uma base fundamentada na otimização de seu elenco. Desta maneira, um time que trocou de técnico há poucos meses se encontra na quarta colocação da Premier League, somando 16 dos 18 pontos à disposição sob o comando de Carrick.

Buscando o seu espaço na equipe titular, Benjamin Sesko torna a cada semana mais difícil a decisão de Carrick de optar por um ataque sem um homem de referência tradicional. Nas duas rodadas mais recentes, o centroavante esloveno saiu do banco para balançar as redes, evitando uma derrota para o West Ham e garantindo a vitória contra o Everton fora de casa.

O grande trunfo do Manchester United nesta briga está no lado físico, já que os Red Devils não disputam nenhuma outra competição até o fim desta temporada, eliminados das copas nacionais e fora das competições europeias nesta temporada.

Chelsea tem pesos-pesados pela frente

O prognóstico atual mais preocupante é do Chelsea, apesar de sua vantagem significativa no saldo de gols que pode se provar decisiva lá na frente, não só pelos tropeços recentes, mas pela maneira como ocorreram, desperdiçando vantagens confortáveis contra times inferiores diante de seu torcedor, repetindo problemas comuns deste ano.

Ao ceder o empate para o Burnley em Stamford Bridge, incapaz de lidar com a expulsão de Wesley Fofana, a sexta do clube em 27 rodadas, o Chelsea acumulou 17 pontos perdidos em jogos nos quais chegou a liderar em casa nesta temporada, um número surreal para qualquer equipe.

O bom início de trabalho de Liam Rosenior é ofuscado por problemas que parecem persistir desde a era de Enzo Maresca. A falta de experiência do elenco mais jovem da Premier League é utilizada para justificar essa indisciplina, tornando perigosos jogos nos quais o Chelsea tinha o controle.

Entre as notícias positivas, João Pedro vive a sua melhor forma desde o Campeonato Mundial de Clubes e Andrey Santos vem ganhando muito espaço, trabalhando com seu treinador nos tempos de Strasbourg. Por outro lado, o Chelsea lamentará demais esses pontos desperdiçados, tendo em mente a dificuldade de sua tabela, visitando Arsenal e Aston Villa nos seus próximos dois compromissos.

Liverpool em temporada de recuperação

O Liverpool venceu o Nottingham Forest por 1-0 e quem assistiu ao primeiro tempo dessa partida se surpreendeu com o resultado em um jogo no qual a superioridade do Forest foi ampla durante os 45 minutos iniciais. O Liverpool cresceu na etapa complementar e, pela segunda vez nas últimas três temporadas, venceu no City Ground com gol nos acréscimos do segundo tempo.

Entre os motivos pelos quais o Liverpool sustentou os seus piores momentos para eventualmente abrir a vantagem contra o Forest, está o desempenho de sua zaga, em especial Ibrahima Konaté, que teve um início de temporada fraquíssimo e recentemente lembra mais a sua melhor versão.

Ofensivamente, Florian Wirtz, desfalque de última hora na rodada passada, aparenta estar mais acostumado com o ritmo do futebol inglês e o desempenho de Hugo Ekitike ajuda a mascarar as más temporadas nas duas pontas. Mohamed Salah em nenhum momento nesta temporada aproximou-se do seu melhor nível.

Se o Chelsea tem dificuldades nas próximas rodadas, os maiores testes do Liverpool virão na reta final da temporada, enfrentando Man. United, Chelsea e Aston Villa entre a 35ª e a 37ª rodada da Premier League.

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