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Premier League: Enzo Maresca em demanda

Poucos dias após palavras fortes na coletiva depois da derrota para a Atalanta, Enzo Maresca novamente está entre os tópicos mais discutidos do futebol inglês por conta de um possível interesse do Manchester City no italiano como o sucessor de Pep Guardiola

Declaração forte após derrota na UEFA Champions League

Enzo Maresca trouxe os holofotes para si quando afirmou, após a vitória por 2-0 contra o Everton, que as 48 horas seguintes à derrota para a Atalanta na UEFA Champions League tinham sido as piores desde que assumiu o comando técnico dos Blues.

Aquele resultado negativo em solo italiano representou o quarto tropeço em sequência dos Blues, elevando a pressão para cima de Maresca, mas longe de representar o seu pior momento no cargo, até porque o treinador italiano foi eleito o melhor do mês de novembro na Premier League. Antes desses tropeços, o Chelsea vinha muito bem e era até cogitado como um candidato ao título.

Ao ser perguntado sobre o que exatamente queria dizer quando falou sobre essas 48 horas negativas, Maresca não quis elaborar em sua resposta, deixando aberto para interpretação o que exatamente queria dizer. O treinador italiano, ao menos, indicou estar satisfeito com o apoio dos fãs em uma resposta seguinte.

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Trabalho que trouxe estabilidade em um momento de necessidade

Inúmeras vezes ao longo dessa temporada, Maresca deixou clara a normalidade das expectativas crescerem no seu segundo ano no clube, até por conta do excelente desempenho dos Blues no Campeonato Mundial de Clubes, derrotando o PSG de maneira categórica na final para conquistar a edição inaugural desse torneio.

Após 16 rodadas, o Chelsea se encontra na quarta colocação, com uma diferença de oito pontos para o líder Arsenal — em contrapartida, os times oito pontos atrás do Chelsea são o Fulham e o Brentford, que ocupam a 14ª e a 15ª colocação, respectivamente. A posição atual dos Blues é boa, mas em meio a uma competitiva Premier League, a equipe londrina ainda não abriu uma vantagem confortável em relação ao pelotão no meio da tabela.

A vitória por 3-0 contra o Barcelona foi o destaque na campanha da UEFA Champions League, que também traz inconsistências, como no tropeço fora de casa contra o Qarabag, colocando os Blues na 13ª posição, bom o suficiente para um lugar nos playoffs, mas fora do top 8. O Chelsea também está classificado para a semifinal da Copa da Liga Inglesa após campanhas ruins em copas nacionais no primeiro ano de Maresca no clube.

A análise do desempenho dos Blues não pode ser feita sem antes contextualizar certos pontos, o principal deles, a ausência de Cole Palmer por praticamente toda a temporada. Recentemente de volta e autor de um dos gols na vitória contra o Everton, Palmer jogou os 90 minutos em apenas dois jogos do Chelsea em toda a temporada — a defesa que está empatada com o Arsenal com o maior número de clean sheets na Premier League (8), alcança essa marca sem o seu melhor zagueiro, Levi Colwill, fora da temporada por conta de uma lesão de ligamento no joelho.

Além de Palmer e Colwill, o Chelsea lida com certos problemas na posição de 9. Liam Delap, atualmente lesionado, perdeu boa parte da temporada, deixando João Pedro como a única opção de maior experiência no elenco. Longe de ser um centroavante tradicional, João Pedro tem quatro gols em 16 jogos de Premier League, sem manter o ritmo extraordinário que apresentou no Campeonato Mundial de Clubes.

João Pedro chegou com tudo, mas não dá para falar em contratações recentes e não focar no brasileiro Estêvão, cuja utilização vem sendo bem controlada por Maresca. Protagonista daquela vitória marcante contra o Barcelona, Estêvão foi titular em nove das suas 19 aparições entre Premier League e UEFA Champions League, normalmente impactando positivamente as partidas sempre que joga.

O tópico mais recorrente em críticas a Maresca é a rotação no elenco que faz do Chelsea disparadamente o time com mais mudanças na Premier League de um jogo para o outro. Maresca justifica essas alterações pelo fato de ter jogadores importantes no banco, como Andrey Santos e Jorrel Hato para citar alguns exemplos, dois nomes com convocações para a Seleção Brasileira e Holandesa, respectivamente.

Assim como o PSG, o Chelsea lida com uma temporada atípica pelo pouco tempo de preparação que teve do fim do Campeonato Mundial de Clubes à sua estreia na liga nacional, por isso tenta também administrar bem os minutos de todos os seus atletas.

Interesse externo carimba a qualidade do trabalho de Maresca

O Manchester City pode ter que ir ao mercado em busca de um novo técnico caso Pep Guardiola opte por deixar o clube ao fim desta temporada e, de acordo com David Ornstein do The Athletic, Enzo Maresca é um dos nomes mais bem apreciados como potencial substituto do espanhol.

Não faltam técnicos de sucesso com algum tipo de conexão com Pep Guardiola, caso de Maresca, que trabalhou como treinador do sub-23 do Man. City, assim como auxiliar de Pep Guardiola em diferentes períodos.

O principal ponto desse potencial interesse em Maresca é a demonstração do apreço que muitos fora do Chelsea possuem pelo seu trabalho, pegando um projeto cercado de questões e dando estabilidade à equipe, gradualmente ganhando espaço na Premier League e voltando a trazer títulos ao clube londrino, atual campeão do Campeonato Mundial de Clubes e da UEFA Conference League.

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