Liverpool, Arsenal, Manchester City e Chelsea aparecem nessa ordem como os principais candidatos ao título inglês. Quem ficará com o troféu da liga nacional mais competitivo do mundo?
*As cotações citadas podem apresentar divergências, pois, ainda que corretas no momento da publicação do artigo, sofrem alterações em tempo real.
Cinco técnicos venceram a Premier League em seu primeiro ano na Inglaterra e, desses cinco, somente um repetiu a dose na segunda temporada. Arne Slot busca se juntar a José Mourinho, que conseguiu o bicampeonato em 04/05 e 05/06, com os Blues.
Por mais desafiador que seja esse objetivo em meio a alta competitividade deste campeonato, de certa forma Slot encara uma pressão significativa por resultados excelentes, não só pelo que apresentou logo de cara, mas pela maneira como a diretoria dos Reds vem se movimentando no mercado de transferências.
O Liverpool parece muito bem focado em compensar a falta de contratações no ano passado, com a janela mais movimentada de sua história, tendo contratado Florian Wirtz, Hugo Ekitiké, Jeremie Frimpong, Milos Kerkez e ainda longe de parar por aí.
A grande saga para se acompanhar nas próximas semanas, com o início da Premier League logo ali, tem a ver com o Liverpool, interessado na contratação de Alexander Isak, que ao que tudo indica deseja deixar o Newcastle após três temporadas memoráveis em St. James’ Park.
Todo esse investimento eleva o nível de expectativa independente do que outros rivais também andam fazendo, notando especialmente a maneira dominante com a qual o Liverpool foi campeão na temporada passada, terminando a Premier League 10 pontos acima do seu rival mais próximo.
Seguindo no tema de pressão, ninguém sabe mais desse assunto do que Mikel Arteta e os Gunners. O treinador espanhol lidera um dos melhores trabalhos de reconstrução dos últimos tempos, trazendo o Arsenal de volta ao protagonismo e só lhe falta o tão sonhado título inglês.
A equipe londrina vem de três vice-campeonatos em sequência, sendo que em duas ocasiões diferentes chegou a liderar a competição por boa parte do segundo turno, eventualmente cedendo a primeira colocação e o título ao Man. City.
A disputa não foi nem de perto tão acirrada na temporada passada e, até por isso, os melhores momentos dos Gunners vieram na UEFA Champions League, eliminados pelo eventual campeão PSG na semifinal.
A maneira mais óbvia de evolução para esse time londrino era a contratação de um centroavante imponente. Após uma longa negociação com o Sporting, o Arsenal adquiriu Viktor Gyokeres, autor de 39 gols na edição passada do Campeonato Português. Para efeito de comparação, nenhum atleta dos Gunners alcançou 10 ou mais gols na última edição da Premier League.
Além de Gyokeres, Noni Madueke, Martín Zubimendi, Christian Norgaard e Cristhian Mosquera chegam com o intuito de rechear o elenco dos Gunners. Entre eles, o destaque fica para o volante Zubimendi, que chegou a rejeitar o Liverpool no ano passado.
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Mesmo com Arsenal e Liverpool se reforçando bem, talvez o Man. City seja a equipe mais diferente em relação ao time base da temporada passada, contando com vários novos protagonistas em meio a janelas movimentadas no ano de 2025.
Mestre dos pontos corridos ao longo de sua ilustre e singular carreira, Pep Guardiola normalmente voltou com tudo após não ficar com o título nacional. Foi assim no seu segundo ano nos Cityzens, quando conquistou a Premier League somando 100 pontos, e também em 20/21, quando foi campeão com 12 de vantagem após ver o Liverpool levantar a taça na temporada anterior.
A possibilidade da formação de algumas parcerias anima o torcedor do Man. City, em especial a potencial combinação de Rodri e Tijani Reijnders no meio-campo, um voltando de lesão grave e outro recém-contratado junto ao Milan. Lá no ataque, será que veremos muito de Omar Marmoush e Erling Haaland juntos? Phil Foden e Rayan Cherki reúnem entre si um nível de qualidade com a bola fora do padrão. De maneira geral, o talento no elenco do Man. City é invejável.
Tendo lidado com um desempenho inconsistente no gol durante a temporada passada a ponto de mudar a titularidade entre Éderson e Stefan Ortega em determinado momento, o Man. City contratou o jovem inglês James Trafford, destaque do Burnley e cria da base do próprio Man. City.
Ainda com um longo período de janela aberta pela frente, nada pode ser descartado, mas diferentemente de seus principais rivais, o Man. City não deve fazer grandes contratações ou pelo menos não se apresenta próximo disso.
Mesmo antes da confiança adquirida pelo título diante do PSG no Campeonato Mundial de Clubes, o time que parecia melhor posicionado para incomodar o top 3 da temporada passada era o Chelsea. Isso se deve não só pela equipe londrina ter sido a quarta colocada na última Premier League, mas também pelo nível de qualidade e crescimento desse jovem elenco.
A falta de eficiência no comando de ataque foi um dos maiores pontos de crítica desse time no último ano e o trabalho no mercado foi rápido para corrigir esse problema, contratando João Pedro e Liam Delap para reforçar o setor.
Embora tenha caído de desempenho na segunda metade da última temporada, os números individuais de Cole Palmer ainda teriam sido bem melhores com um pouco mais de ajuda dos seus companheiros, rotineiramente desperdiçando excelentes chances. O novo camisa 10 dos Blues provou mais uma vez do que é capaz na final do Campeonato Mundial de Clubes, marcando dois gols e dando uma assistência diante do melhor time do mundo na atualidade.
Por mais que os reforços empolguem, o ponto que mais torna esse time do Chelsea perigoso ainda é o núcleo estabelecido com Palmer como homem de criação e a dupla Moisés Caicedo e Enzo Fernández no meio-campo, ambos entre os melhores do mundo no que se propõem a fazer.
Enzo Maresca era o primeiro a pedir calma com o seu elenco jovem, que chegou a incomodar o Liverpool na briga lá em cima no primeiro turno da temporada passada. Já em seu segundo ano e com reforços em quase todos os setores do campo, a pressão aumenta para o treinador italiano levar os Blues à competitividade no mais alto nível.