Valores variam bastante na última divisão do futebol brasileiro
A Série D do Campeonato Brasileiro é a que apresenta a maior variação salarial entre os jogadores. Inúmeros fatores entram nesta conta, como o tamanho da torcida do clube (e, consequentemente, o maior poder de arrecadação), dívidas, modelo de gestão (os clubes que são SAFs - Sociedades Anônimas de Futebol - tendem a pagar melhor) e o próprio "currículo" do atleta, já que nomes mais conhecidos e com passagens por times europeus e/ou grandes times brasileiros podem barganhar mais os seus vencimentos.
A grosso modo, os atletas da Série D recebem um pagamento que varia de R$ 1.621,00 (o salário mínimo no Brasil) a até R$ 70 mil (principais jogadores de clubes tradicionais e/ou SAFs). Com isso, a média salarial gira em torno de R$ 35,6 mil.
A conta, apesar de precisa, não é 100% exata já que muitas variáveis também entram nas gratificações, como bônus, direito de imagem e premiações por resultados - os chamados "bichos". Porém, todos os clubes recebem um valor fixo da CBF conforme vão avançando de fase na competição - uma quantia que muitos deles contam para acertar os salários dos jogadores. Veja quanto os clubes recebem por fase na Série D.
1ª fase: R$ 500 mil por clube (96 clubes)*;
2ª fase: R$ 100 mil por clube (64 clubes);
16 avos de final: R$ 180 mil por clube (32 clubes);
Oitavas de final: R$ 180 mil por clube (16 clubes);
Quartas de final: R$ 180 mil por clube (8 clubes);
Playoffs (nova fase): R$ 180 mil por clube (4 clubes);
Semifinais: R$ 180 mil por clube (4 clubes);
Final: R$ 300 mil por clube (2 clubes).
Total para o clube que chegar à final: R$ 1,8 milhão.
*Os clubes que disputam a competição pela primeira vez ganharam um valor extra de R$ 8 mil para adquirirem um desfribilador, cuja presença é obrigatória em todas as competições oficiais no Brasil.