Conheça os três ciclistas que alcançaram a façanha de conquistar o Tour de France e a Vuelta a España na mesma temporada
Vencer uma das três Grandes Voltas do ciclismo mundial — Giro d'Italia, Tour de France e Vuelta a España — é um marco que define a carreira de qualquer atleta, garantindo um lugar de destaque na história do esporte. No entanto, triunfar em mais de uma delas na mesma temporada eleva o ciclista a um patamar lendário, consolidando-o como o grande nome do pelotão, especialmente quando uma dessas vitórias é no Tour de France.
A seguir, relembramos os três únicos atletas que conseguiram a proeza de ganhar o Tour e a Vuelta no mesmo ano.
Conhecido como "Maître Jacques", o lendário ciclista francês venceu a competição francesa cinco vezes (1957, 1961, 1962, 1963 e 1964). Foi em 1963, ano de seu quarto título no Tour, que ele também conquistou a Vuelta a España, completando a dobradinha histórica.
Naquela época, a Vuelta era disputada em maio, antes do Tour, que ocorria entre junho e julho. Anquetil cruzou a linha de chegada em Madri com uma vantagem de pouco mais de três minutos sobre o segundo colocado, o espanhol Miguel Pacheco. Ele também venceu a segunda etapa, um contrarrelógio entre Mieres e Gijón.
No Tour, sua disputa foi contra ninguém menos que Federico Martín Bahamontes, a "Águia de Toledo", a quem superou na classificação geral por cerca de três minutos e meio. Naquela edição, Anquetil venceu os dois contrarrelógios individuais e a etapa de montanha entre Val d'Isère e Chamonix.
Outro pentacampeão do Tour, o francês Bernard Hinault, apelidado de "O Texugo", conquistou sua primeira Vuelta e seu primeiro Tour no mesmo ano, em 1978.
Hinault dominou completamente a 33ª edição da Vuelta, vencendo um total de cinco etapas, incluindo os dois contrarrelógios individuais. No Tour de France, ele também não deu chances aos adversários, vencendo três etapas e chegando à Champs-Élysées com quase quatro minutos de vantagem sobre o holandês Joop Zoetemelk na classificação geral.
Ao contrário de Hinault, o britânico Chris Froome alcançou a dobradinha em 2017, ano de seu último título no Tour (de um total de quatro) e de sua segunda e última vitória na Vuelta.
Nessa época, a Vuelta já havia se consolidado no calendário no final do verão europeu, após o Tour. Muitos especialistas consideram essa ordem mais desafiadora, pois exige que o ciclista mantenha seu pico de performance por um período mais longo.
No Tour daquele ano, Froome garantiu a camisa amarela sem vencer nenhuma etapa individual, terminando com uma vantagem de pouco menos de um minuto sobre o colombiano Rigoberto Urán. Já na Vuelta, ele venceu duas etapas: a nona, entre Orihuela e Benitachell, e a décima sexta, um contrarrelógio individual. Ao final, superou o italiano Vincenzo Nibali na classificação geral por pouco mais de dois minutos, selando seu nome na seleta lista desta façanha.