A Seleção Brasileira viajou ao continente asiático para um par de amistosos contra Coreia do Sul e Japão, e o primeiro desses jogos se desenrolou da melhor maneira possível. Confira tudo o que você precisa saber sobre a vitória do Brasil por 5-0 contra a Seleção Sul-Coreana
A adaptabilidade de Carlo Ancelotti é um dos pontos elogiados com maior recorrência ao longo de sua brilhante e vitoriosa carreira, construindo times que alcançaram enorme sucesso de diferentes formas, sempre na busca por extrair o melhor dos jogadores que têm à sua disposição.
Esse tipo de qualidade é imprescindível no trabalho de um técnico de seleções, também até pelo pouco tempo de trabalho com os jogadores e a necessidade de se virar com certos pontos fracos.
Desde que Carlo Ancelotti assumiu a Seleção Brasileira, ele ainda não teve a oportunidade de enfrentar uma equipe do nível ao qual o Brasil deve alcançar na busca por um título mundial. Tendo dito isso, existem vários sinais positivos em relação à maneira como o Brasil se impôs em jogos nos quais era amplamente superior no papel, caso justamente desse triunfo contra a Coreia do Sul.
Aproveitando o bom momento após marcar o seu primeiro gol no Chelsea antes da data FIFA, levando os Blues à vitória diante do Liverpool no último lance, Estêvão começou como titular diante da Seleção Sul-Coreana e marcou dois gols na goleada brasileira.
Estêvão está tendo uma adaptação gradual no Chelsea, mas de maneira importante já visando a preparação para a Copa, o atleta ex-Palmeiras vem recebendo oportunidades constantes desde sua chegada.
Ausente das duas primeiras convocações de Carlo Ancelotti, Rodrygo já voltou ganhando vaga no time titular, atuando como o camisa 10 da Seleção neste 4-2-3-1 com quatro peças de ataque bem fluidas.
O posicionamento de Rodrygo na Seleção e no Real Madrid é um tópico de discussão há bastante tempo e a incerteza quanto ao seu futuro na equipe merengue dominou os noticiários na última janela de transferências. Rodrygo acabou permanecendo no Real e vem brigando pelo seu lugar com boas atuações sempre que recebe oportunidades, muitas vezes aparecendo como substituto de Vini. Jr. no lado esquerdo.
Pelo menos nesta primeira amostra na seleção, Rodrygo atuou em parceria com Vini. Jr. ganhando liberdade de movimentação em uma posição mais central, marcando dois gols, assim como Estêvão.
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Outro atleta que ainda não havia atuado na Seleção sob o comando de Ancelotti era o zagueiro Gabriel Magalhães, que perdeu as últimas duas convocações por problemas físicos.
Atualmente fazendo parte da lista dos principais zagueiros do futebol mundial pelo seu desempenho no Arsenal, Gabriel não foi necessariamente testado muito no lado defensivo e demonstrou o quão completo é, liderando o Brasil em passes longos certos contra a Coreia do Sul.
Sem a presença de Marquinhos nesta convocação, ausente por lesão, a dupla titular na zaga foi formada por Gabriel Magalhães e Éder Militão, o segundo deles um nome com o qual Ancelotti tem muita familiaridade dos seus tempos de Real Madrid.
Pela quarta vez nos cinco jogos de Ancelotti, com a exceção da partida com o time todo modificado contra a Bolívia, Bruno Guimarães e Casemiro atuaram juntos no meio-campo da Seleção Brasileira.
Um setor do campo muitas vezes questionado pela falta de opções que possam ditar o ritmo de jogo, o meio do Brasil tem jogadores cujas capacidades físicas impressionam e podem se aproveitar bem disso.
Anda há muito tempo para atletas como Andrey Santos e André, entre outros, ganharem o seu espaço na briga pela titularidade. Por enquanto, a experiência de Casemiro e Bruno Guimarães fala mais alto.
Japão x Brasil (14/10), às 7h30