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Série C: Após confusões dentro e fora do estádio, Santa Cruz pede interdição do Almeidão, na Paraíba

Confronto com a polícia, dificuldades na entrada e furto no bar fizeram o Tricolor pernambucano acionar o Ministério Público da Paraíba

Pela Série C, Botafogo-PB e Santa Cruz empataram em 2 a 2 pela 16ª rodada, mas o resultado dentro de campo chamou menos atenção do que as confusões nos arredores e dentro do Estádio Almeidão. Os incidentes fizeram com que o Santa Cruz acionasse o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pedisse a interdição do estádio.

Além do pedido de interdição, o Tricolor pernambucano criticou a atuação da Polícia Militar da Paraíba (PM-PB), dentro e fora do estádio, que utilizou balas de borracha e spray de pimenta contra os torcedores. O clube também pediu uma investigação sobre o Botafogo-PB, responsável pela organização e pela segurança da partida como mandante.

Problemas na entrada e confronto com a PM

A situação começou logo na entrada da torcida pernambucana no estádio. O grande número de torcedores, aliado ao tamanho e à quantidade insuficiente de portões, provocou a formação de longas filas e episódios de confusão.

Enquanto os torcedores reclamavam da demora, a PM-PB utilizou balas de borracha e spray de pimenta nos arredores do estádio. A fumaça chegou às dependências do Almeidão, e torcedores do Santa Cruz precisaram ser atendidos no gramado.

Na chegada do ônibus da equipe ao estádio, torcedores do Botafogo-PB arremessaram copos na direção dos jogadores e da comissão técnica do Santa Cruz. Mais uma vez, a PM foi acionada para proteger os atletas.

Furto no bar

Alguns torcedores do Santa Cruz aproveitaram a confusão instaurada no setor de visitantes do Almeidão para furtar cervejas de um bar do estádio.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram que não havia segurança no local no momento do furto.

Pedido de interdição e nota do clube

Após todos esses incidentes, o Santa Cruz encaminhou, nesta segunda-feira (10), um ofício ao Ministério Público da Paraíba, à Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba, ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e às federações Paraibana e Pernambucana de Futebol, com o pedido de interdição do estádio.

A diretoria da Cobra Coral dá destaque aos problemas no acesso ao estádio, à atuação da PM-PB e à organização da partida pelo Botafogo-PB. Veja a nota na íntegra:

O Santa Cruz Futebol Clube protocolou, nesta segunda-feira (10), uma representação formal junto ao Ministério Público da Paraíba, à Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba, ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e às federações Paraibana e Pernambucana de Futebol para solicitar a apuração dos incidentes registrados na partida contra o Botafogo-PB, no último sábado (8), no Estádio Almeidão, em João Pessoa.

No documento, o Clube relata problemas nas condições de acesso ao estádio, com aglomerações, dificuldades de circulação e falhas na organização da entrada da torcida visitante. O Santa Cruz também aponta o uso de munição de impacto controlado, conhecida como bala de borracha, contra torcedores, além do emprego de spray de pimenta no interior do estádio, que teria atingido inclusive funcionários do Clube que trabalhavam no gramado.

A representação solicita a apuração da responsabilidade do Botafogo-PB, na condição de mandante e organizador da partida, especialmente em relação à estrutura de acesso, separação das torcidas, planejamento e operação de segurança.

O Santa Cruz também requer uma vistoria extraordinária no Estádio Almeidão e pede a interdição cautelar da praça esportiva para partidas com presença de público até que sejam verificadas e corrigidas eventuais deficiências nas condições de segurança.

Em relação à Polícia Militar da Paraíba, o Clube pede investigação sobre o emprego de balas de borracha e spray de pimenta, incluindo a identificação dos agentes envolvidos e a análise da legalidade, necessidade e proporcionalidade das ações adotadas durante a partida.

Entre os pedidos apresentados estão ainda a preservação de provas audiovisuais, documentais, operacionais e médicas relacionadas aos acontecimentos e a adoção das medidas administrativas, civis, criminais e desportivas cabíveis caso sejam constatadas responsabilidades.

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