Número é sinônimo de técnica, habilidade e poder de decisão
Se existe uma camisa pesada no futebol de seleções, é a 10 do Brasil. Passando por nomes como Pelé, Zico, Rivaldo e Neymar, a 10 é o símbolo de técnica, poder de decisão e confiança da torcida. Recentemente, Vinícius Júnior foi apontado como o dono da 10.
Veja abaixo todos os camisas 10 da história do Brasil em Copas do Mundo.
Na época jogador do Vasco, Danilo era um volante técnico e de chegada na frente. Apelidado de Principe, esteve em campo durante o Maracanazo.
Com mais de 500 gols na carreira, Pinga teve passagens por Portuguesa, Vasco e Juventus-SP. Era a grande referência técnica da seleção de 1954, mas não estava em campo durante a derrota para a Húngria, que eliminou o Brasil da Copa.
Dispensa comentários, né? O maior de todos os tempos foi o camisa 10 em quatro Copas, mesmo que só tenha jogado ativamente em 1958 e 1970, já que estava lesionado nas outras. Sinônimo de técnica e poder de decisão, Pelé ressignificou o que é ser um 10.
Ídolo de Corinthians e Fluminense, Rivelino foi um dos maiores jogadores do país nos anos 70. Dono de uma técnica invejável e grande batedor de faltas, é o que se espera de um meio-campista cerebral.
Maior jogador da história do Flamengo, Zico teve a 10 em duas oportunidades. Em 82, era o grande craque de um dos melhores times a não vencerem uma Copa. Em 1986, recebeu a 10 novamente, mas era reserva, já sem condições de jogo por conta de lesões.
O período entre 86 e 94 foi, para o Brasil, uma entressafra. Silas foi o 10 em 1990, quando o Brasil foi eliminado para a Argentina.
Embora não seja mal jogador, com passagens por São Paulo, Sporting, Inter e Vasco, Silas não senta na mesa de outros nomes que vestiram a 10.
Craque do São Paulo e do PSG, Raí vestiu a 10 em 1994. Era uma das grandes referências técnicas do time, mas perdeu a vaga de titular durante a Copa. Parreira quis deixar o time mais defensivo, tirando Raí, meia-atacante, e colocando um volante a mais, Mazinho.
Um dos mais subestimados da história, Rivaldo deixou marcas por onde passou. Em 1998, já foi um dos destaques da equipe, sempre sendo constante. No entanto, sua coroação veio em 2002, quando marcou cinco gols e foi um dos grandes craques da Copa junto de Ronaldo Fenômeno.
É possível dizer que Ronaldinho foi melhor por clubes do que pela seleção. O craque chegou em 2006 com a poupa de ter sido duas vezes eleito melhor do mundo, mas deixou a desejar na Copa.
Outro que deixou a desejar na Copa, Kaká esteve lesionado em 2010. Ainda assim, era o 10 óbvio, grande nome do Milan nos anos recentes à competição. Depois, ainda foi para o Real Madrid.
Único, além de Pelé, a ter jogado três Copas com a 10, Neymar foi bem em 2014 e 2018, mas deixou a desejar em 2022. Quem sabe o que poderia ter acontecido se o craque não se lesionasse em 14. Agora, corre contra o tempo para ter a chance de disputar sua quarta Copa.
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João Pedro Melo
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