Mundial sediado na América do Norte estabeleceu diversas novas marcas; veja quais
A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, já entrou para a história antes mesmo de a bola rolar. Ao longo da competição, diversas marcas individuais e coletivas foram superadas, estabelecendo novos parâmetros para o torneio.
O primeiro recorde foi o número de participantes. Com 48 seleções viajando para a América do Norte, esta se tornou a maior Copa do Mundo da história, superando o formato de 32 equipes que era padrão desde 1982. Além disso, a edição de 2026 marcou a primeira vez que três nações dividiram a honra de sediar o evento. Entre as 48 seleções, quatro delas garantiram sua classificação para o Mundial pela primeira vez.
Em um dos pontos baixos do torneio, a Itália, tetracampeã mundial, não conseguiu se classificar pela terceira vez consecutiva. Com isso, a Azzurra se tornou a primeira seleção com quatro títulos a ficar de fora de três edições seguidas da Copa (2018, 2022 e 2026). Por outro lado, a Espanha se consagrou bicampeã, tornando-se a sétima nação a conquistar múltiplos títulos mundiais. Foi também a primeira seleção a vencer duas Copas no século XXI, após seu primeiro triunfo em 2010.
Confira abaixo os inúmeros recordes que foram quebrados por jogadores e seleções ao longo da Copa do Mundo de 2026.
Curaçao, uma das seleções estreantes em 2026, fez história ao se tornar a nação com a menor população a se classificar para um Mundial. Com cerca de 156 mil habitantes, a população de Curaçao é menos da metade da Islândia, que detinha o recorde anterior com 350 mil habitantes em 2018. A população atual de Curaçao é comparável à de cidades como Niterói, no Rio de Janeiro. Cabo Verde também entrou para a História como a terceira menor nação a se classificar para uma Copa.
O formato expandido do torneio foi fundamental para a classificação de Curaçao e Cabo Verde, enquanto cinco dos seis países mais populosos do mundo (Índia, China, Indonésia, Paquistão e Nigéria) não conseguiram a vaga.
Aos 78 anos, o holandês Dick Advocaat se tornou o treinador mais velho a comandar uma equipe em uma Copa do Mundo, liderando a pequena ilha de Curaçao em sua estreia no torneio. Com passagens por clubes da Premier League, Advocaat participou de sua terceira Copa do Mundo como técnico, tendo anteriormente classificado a Coreia do Sul e a Holanda para o torneio.
Além de se destacar pela classificação inédita, Cabo Verde também se tornou a menor nação a chegar à fase de mata-mata de uma Copa do Mundo. Os "Tubarões Azuis" empataram seus três jogos na fase de grupos contra a campeã Espanha, Uruguai e Arábia Saudita para se classificar para a fase de 32 avos. No mata-mata, empataram em 1 a 1 com a Argentina no tempo normal, mas foram derrotados por 3 a 2 na prorrogação pela equipe que viria a ser vice-campeã.
Em sua terceira participação em Copas, Kylian Mbappé pulverizou o recorde de gols de Miroslav Klose (16) e se tornou o maior artilheiro da história do torneio, com 22 gols. Após ganhar a Chuteira de Ouro em 2022 com oito gols, ele marcou mais dez vezes na edição de 2026.
Antes de Mbappé, Lionel Messi foi o primeiro a quebrar o recorde de Klose em 2026. O argentino marcou um hat-trick na estreia da Argentina, igualando a marca de 16 gols, e somou mais cinco ao longo do torneio, chegando a um total de 21. Mbappé ultrapassou Messi ao marcar duas vezes na disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra.
Kylian Mbappé (França): 22 gols (2018, 2022 e 2026)
Lionel Messi (Argentina): 21 gols (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026)
Miroslav Klose (Alemanha): 16 gols (2002, 2006, 2010, 2014)
Além de se tornar o maior artilheiro geral, Mbappé também estabeleceu o recorde de mais gols marcados na fase de mata-mata da Copa do Mundo, com 10 gols. O francês superou a marca de oito gols do brasileiro Ronaldo Fenômeno ao marcar duas vezes na vitória da França por 3 a 0 sobre a Suécia, na fase de 32 avos, em 30 de junho.
Lionel Messi não se destacou apenas pelos gols. Ele também ultrapassou seu compatriota Diego Maradona como o jogador com mais assistências na história da competição. Maradona e Messi iniciaram o torneio de 2026 empatados com oito assistências cada, mas as quatro assistências de Messi na competição abriram uma vantagem considerável sobre "Dieguito".
Lionel Messi, aos 39 anos, tornou-se o jogador mais velho a marcar um hat-trick em uma partida de Copa do Mundo (Argentina 3x0 Argélia) , superando o recorde anterior de Cristiano Ronaldo, que tinha 33 anos em 2018 (Portugal 3x3 Espanha).
Lionel Messi e Cristiano Ronaldo se tornaram os primeiros jogadores a disputar seis edições da Copa do Mundo, superando o recorde anterior de cinco participações que ambos haviam igualado em 2022. A jornada da Argentina no torneio também fez de Messi o jogador com mais partidas na história das Copas, somando 34 aparições.
O craque argentino também se tornou o jogador mais velho a marcar um "hat-trick" (três gols em um mesmo jogo) em uma Copa do Mundo. Aos 38 anos, ele marcou todos os três gols na vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, em 16 de junho, sendo este seu primeiro "hat-trick" na competição.
Cristiano Ronaldo, que joga o torneio desde 2006, estabeleceu outro recorde notável. Com seu gol na partida de Portugal contra o Uzbequistão, em 23 de junho, ele se tornou o primeiro jogador a marcar em seis Copas do Mundo diferentes. Com isso, CR7 chegou a 11 gols em Mundiais, ultrapassando Eusébio como o maior artilheiro de Portugal na história do torneio.
Outro atleta a participar de sua sexta Copa foi o goleiro mexicano Guillermo "Memo" Ochoa. Embora tenha sido convocado para seis Mundiais, ele atuou em apenas quatro deles (2014, 2018, 2022 e 2026).
A Espanha, campeã do torneio, estabeleceu novos padrões defensivos. O goleiro Unai Simón quebrou o recorde de mais jogos sem sofrer gols em uma única edição da Copa. Ele manteve sua meta intacta em sete das oito partidas da Espanha, um feito fundamental para a conquista do bicampeonato.
O recorde anterior era de cinco jogos sem sofrer gols, uma marca compartilhada por vários goleiros. Graças ao desempenho de Simón, a Espanha também se tornou a seleção campeã com o menor número de gols sofridos na história, apenas um. A marca anterior era de dois gols, pertencente a três equipes, incluindo a própria Espanha de 2010, que contava com o lendário Iker Casillas no gol e disputou menos jogos.
O novo formato da Copa do Mundo, com 48 seleções, resultou em números sem precedentes em diversas áreas.
Mais jogos: a edição de 2026 teve um total de 104 partidas, um aumento significativo em relação às 64 dos torneios anteriores com 32 equipes;
Mais gols: com mais jogos, o número de gols disparou. Foram marcados 308 gols, superando com folga o recorde anterior de 172, estabelecido no Catar em 2022. A marca foi batida antes mesmo do início da fase de mata-mata;
Maior público: o torneio, sediado nos Estados Unidos, Canadá e México, atraiu um público total de 6.810.966 torcedores, pulverizando o recorde anterior de 3.587.538, estabelecido na Copa de 1994, também nos EUA. A média de público foi de 65.490 torcedores por jogo, com uma impressionante taxa de ocupação de 99,7% dos estádios.