A última rodada da UEFA Champions League apresentou reviravoltas, resultados surpreendentes e uma montanha-russa de emoções. Confira os destaques desse dia marcante com 18 jogos simultâneos
O atual campeão italiano saiu da UEFA Champions League de maneira precoce e, embora essa eliminação tenha sido concretizada na derrota de virada por 3-2 em casa para o Chelsea, a lamentação maior passa por tropeços anteriores nos quais os comandados de Antonio Conte tinham um cenário mais favorável e acabaram não fazendo valer o favoritismo.
Além das dificuldades naturais de enfrentar uma equipe tão forte como o Chelsea, que, por sua vez, também precisava da vitória para se garantir no top 8, o Napoli foi a campo com uma lista de desfalques extraordinária. Jogadores como Kevin De Bruyne, Matteo Politano, Frank Anguissa, David Neres estavam todos de fora, até deixando Antonio Conte com um banco mais curto do que o normal. Em meio a esse cenário desfavorável, o Napoli teve um esforço louvável, chegando a liderar o jogo na etapa complementar antes que dois gols de João Pedro destruíssem as esperanças da equipe italiana, dando aos Blues o triunfo fora de casa..
Ao relembrar toda sua campanha na UEFA Champions League, o Napoli lamentará empates contra Eintracht Frankfurt e, mais recentemente, o Copenhague, falhando em vazar a pior defesa da Bundesliga e não capitalizando na vantagem numérica diante da equipe dinamarquesa que buscou o 1-1 contra o Napoli mesmo com um homem a menos.
Pior ainda que esses dois empates foi a derrota acachapante para o PSV, quando tomou seis gols da equipe holandesa, que faz uma campanha extraordinária no cenário nacional, mas também ficou de fora do top 24 na UEFA Champions League — aquela foi uma de apenas duas vitórias do PSV na competição europeia.
Eliminado na primeira fase, Antonio Conte acumula mais um resultado decepcionante na UEFA Champions League. Um dos grandes comandantes em ligas nacionais de sua geração, Conte tem um histórico bem ruim em competições europeias, alcançando pelo menos as quartas de final só uma vez em sua ilustre carreira.
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Estreante na competição, o Bodo/Glimt estava completamente desacreditado na busca por uma vaga há duas rodadas, quando somava só três pontos em seis jogos e tinha pela frente o Man. City em casa e o Atlético de Madrid na Espanha. A equipe norueguesa surpreendeu ao vencer ambos os jogos, atropelando os Cityzens na Noruega e batendo os Colchoneros de virada. O atacante Kasper Hogh se tornou um dos heróis dessa classificação, marcando três gols nos dois jogos após passar em branco nos seis primeiros.
O Benfica, por sua vez, completou uma campanha de recuperação magnífica ao bater o Real Madrid por 4-2 em um jogo no qual foi amplamente superior e poderia ter vencido com mais tranquilidade se não fosse pela eficácia de Kylian Mbappé, autor dos dois gols do Real. Os Encarnados venciam por 3-2 nos instantes finais, mas esse placar não era o suficiente e a equipe portuguesa precisava de mais um gol para ultrapassar o Olympique de Marselha no saldo e tomar a 24ª posição — na última bola do jogo, José Mourinho mandou o seu goleiro para a área adversária e Anatoliy Trubin mostrou oportunismo ao marcar de cabeça.
Bodo/Glimt e Benfica avançaram para os playoffs, deixando pelo caminho o Olympique de Marselha, que foi uma das maiores decepções da última rodada, eliminado quando dependia somente de si, sofrendo uma derrota por 3-0 para o Club Brugge. Outra grande decepção, essa de uma equipe que inclusive já iniciou a última rodada eliminada, é a do Villarreal. O atual quarto colocado de LaLiga deixou a competição europeia com a segunda pior campanha, somando um ponto dos 24 disputados, dono do pior ataque com cinco gols em oito partidas — visitando o Bayer Leverkusen na oitava rodada, o Villarreal perdeu por 3-0.