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Bortoleto na F1: trajetória, desempenho e comparação com outros novatos

Gabriel Bortoleto estreiou na Fórmula 1 pela Sauber em 2025, conquistando pontos importantes e se destacando nas classificações. Veja sua trajetória, desempenho e comparação com outros novatos da temporada.

Após sete anos sem um representante fixo na Fórmula 1, o Brasil voltou ao grid em 2025 com a chegada de Gabriel Bortoleto à Sauber.

O jovem paulista, campeão da Fórmula 3 em 2023 e da Fórmula 2 em 2024, assumiu o desafio de competir na categoria máxima do automobilismo contra alguns dos melhores pilotos do mundo.

Em um ano de adaptação, Bortoleto já deixou sua marca, conquistando pontos importantes e mostrando potencial para um futuro promissor.

Neste artigo, vamos relembrar sua trajetória até a F1, analisar seu desempenho na temporada de estreia, compará-lo com outros novatos e destacar a importância de seu retorno para o automobilismo brasileiro.

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Sobre Gabriel Bortoleto

Gabriel Lourenzo Bortoleto Oliveira nasceu em Osasco, São Paulo, em outubro de 2004. Filho de Lincoln Oliveira, CEO da Vicar e acionista do Grupo Veloci, o piloto cresceu em um ambiente fortemente ligado ao automobilismo. Seu contato com corridas começou cedo: aos seis anos, já competia no kart, mostrando talento e determinação.

Aos 11 anos, mudou-se para a Europa em busca de oportunidades e rapidamente se destacou em competições internacionais. No kart, chegou ao top 10 do Mundial e foi vice-campeão da WSK Super Masters Series. Com apenas 16 anos, deu o salto para os monopostos, correndo na Fórmula 4 italiana e iniciando uma ascensão meteórica no automobilismo.

Carreira de Bortoleto até chegar à Fórmula 1

Após a F-4, Bortoleto passou pela Fórmula Regional Europeia, onde começou a se consolidar como um nome promissor. Em 2022, já na R-ace GP, conquistou duas vitórias e cinco pódios, finalizando a temporada em sexto lugar.

O desempenho chamou a atenção de Fernando Alonso, bicampeão mundial, que passou a agenciá-lo. Em 2023, estreou na Fórmula 3 pela Trident com vitória logo na primeira corrida no Bahrein. Manteve a liderança do campeonato de ponta a ponta, garantindo o título com dois triunfos e seis pódios.

No ano seguinte, subiu para a Fórmula 2 pela Invicta Racing e novamente brilhou. Em uma disputa acirrada contra Isack Hadjar, sagrou-se campeão na última etapa, com duas vitórias e cinco pódios. Essa sequência de títulos abriu as portas para sua estreia na Fórmula 1 em 2025.

Desempenho de Bortoleto na F1 em seu ano de estreia

Anunciado pela Sauber para correr ao lado de Nico Hülkenberg, Bortoleto encontrou um início de temporada desafiador. O carro da equipe era considerado o mais fraco do grid, e os primeiros resultados foram modestos. No entanto, após atualizações no GP da Espanha, o rendimento melhorou.

O brasileiro pontuou pela primeira vez no GP da Áustria, terminando em 8º lugar. Depois, conquistou mais pontos com um 9º lugar na Bélgica e, em sua melhor performance até agora, ficou em 6º no GP da Hungria. Ao todo, soma 14 pontos, representando 27,4% da pontuação da Sauber, um desempenho expressivo para um estreante.

Outro ponto de destaque é sua performance nas classificações. Bortoleto superou Hülkenberg em 8 das 14 sessões de sábado, sendo o único novato de 2025 a levar vantagem sobre um companheiro de equipe experiente.

Comparação com outros estreantes

A temporada 2025 marcou a estreia de seis pilotos: Bortoleto, Andrea Kimi Antonelli (Mercedes), Isack Hadjar e Liam Lawson (RB/RBR), Oliver Bearman (Haas) e Jack Doohan (Alpine). Entre eles, Antonelli lidera em pontos, com 64, seguido por Hadjar (22), Lawson (20) e Bortoleto (14). Bearman soma 8, enquanto Doohan deixou a categoria sem pontuar.

No entanto, quando se analisa o percentual de pontos dentro da equipe, excluindo Hadjar e Lawson que competem juntos, Bortoleto é o melhor novato, com 27,4% dos pontos da Sauber. Nas classificações, fica atrás apenas de Hadjar no comparativo geral, mas é o único a superar um companheiro experiente.

Fórmula 1

A representatividade brasileira

A chegada de Bortoleto encerra um hiato iniciado após Felipe Massa deixar a Fórmula 1 em 2017. Sua presença reacendeu o interesse do público brasileiro na categoria, trazendo de volta a emoção de torcer por um piloto nacional no grid.

Além de representar o Brasil nas pistas, Bortoleto também carrega um simbolismo visual: seu capacete é inspirado no lendário Ayrton Senna, com base amarela e listras verdes e azuis. Essa homenagem reforça o elo entre as novas gerações e a rica história do país na Fórmula 1.

Se mantiver o ritmo de evolução, Gabriel Bortoleto tem tudo para seguir os passos de grandes ídolos brasileiros e escrever seu nome entre os protagonistas da categoria. Sua estreia sólida em 2025 é apenas o começo de uma jornada que promete muitas emoções para os fãs do automobilismo.

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