As duas equipes que decidiram o Campeonato Mundial de Clubes, com os Blues vencendo o título em solo norte-americano, Chelsea e Paris Saint-Germain lidam com problemas de lesões nesta temporada
Vencendo a primeira edição do Campeonato Mundial de Clubes neste formato, o Chelsea elevou as expectativas para a temporada 25/26, mostrando que tinha totais condições de competir com a elite europeia após ficar dois anos sem disputar a UEFA Champions League.
Perguntado em algumas ocasiões sobre como o Chelsea lidaria com os desafios de uma temporada desgastante após uma campanha longa no Campeonato Mundial de Clubes, Enzo Maresca foi muito claro em destacar a novidade desse cenário sem nenhum tipo de histórico para servir como comparação.
Após alguns meses da temporada, o Chelsea até tem alguns bons resultados, mas não dá para ignorar os problemas de lesões com os quais Enzo Maresca tem tido de lidar. O desgaste de um verão movimentado não é a única causa dessas lesões, mas também não pode ser totalmente desconsiderado.
A mais notória ausência é a do camisa 10 Cole Palmer, lidando com um problema na virilha que vem o prejudicando desde o início da temporada e poderá mantê-lo fora até novembro.
O impacto de Palmer nos Blues é extraordinário e qualquer ausência prolongada altera drasticamente os planos ofensivos da equipe londrina. Além de Palmer, outro desfalque importante no setor ofensivo é o do centroavante Liam Delap, fora com uma lesão na coxa que força João Pedro a ser a única opção com mais experiência para o comando de ataque dos Blues.
No lado defensivo, o número de desfalques inclusive tornou a vitória por 2-1 contra o Liverpool no início de outubro um feito ainda mais impressionante. Os Blues entraram em campo sem poder contar com Wesley Fofana, Tosin Adarabioyo, Levi Colwill e o suspenso Trevor Chalobah, além disso, lidando com as saídas por problemas físicos de seus dois zagueiros titulares no jogo (Josh Acheampong e Benoit Badiashile).
Marcando o seu primeiro gol pelo Chelsea nesta vitória contra os Reds, o brasileiro Estêvão é um atleta que pode receber ainda mais oportunidades no início de sua trajetória na Inglaterra, ajudando a preencher a lacuna deixada pelo lesionado Palmer.
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Talvez a grande diferença das situações de PSG e Chelsea seja que, embora não tenha um elenco tão profundo, a equipe francesa está melhor posicionada para lidar com certos desfalques por conta da sua disparidade técnica diante dos outros times da Ligue 1, enquanto os Blues encerram um cenário mais competitivo na Premier League.
Tendo dito isso, os atuais campeões europeus não possuem vida fácil, atuando nas últimas semanas sem contar com Ousmane Dembélé e Desiré Doue. No lado defensivo, o zagueiro brasileiro Marquinhos já perdeu cinco das sete rodadas da Ligue 1 e inclusive teve de ficar fora da última convocação da Seleção Brasileira.
Se o Chelsea teve sua grande vitória da temporada contra o Liverpool em meio a muitos desfalques, o PSG teve o seu principal momento em uma visita à Espanha para enfrentar e derrotar o Barcelona de Lamine Yamal e cia. Mesmo sem nenhum de seus atacantes titulares da temporada passada (Doué, Kvaratskhelia e Dembélé), o PSG venceu a equipe catalã de virada por 2-1.
Essa vitória ganha um impacto maior não só pelo que representa dentro do contexto do jogo, mas por conta da tabela complicadíssima do PSG na missão de evitar o cenário do ano passado e garantir a classificação direta para as oitavas de final da UEFA Champions League.
Felizmente para o torcedor do PSG, Dembélé e Doué devem retornar em breve e Kvaratskhelia já se recuperou a ponto de defender a Seleção Georgiana em outubro.