Após uma temporada de estreia de sucesso na Racing Bulls, Isack Hadjar foi promovido para a Red Bull, onde espera quebrar a “maldição” do segundo assento da equipe. Conheça o piloto franco-argelino.
Hadjar é um daqueles pilotos que, desde muito jovem, se destacou mais por sua espetacularidade e técnica ao volante do que pelos resultados que conseguiu. Tanto que o franco-argelino conseguiu dar o salto para a Fórmula 1 sem ter vencido nenhum campeonato anterior, mas deixando uma boa impressão para aqueles que o acompanham desde o início.
Hadjar nasceu em 28 de setembro de 2004, portanto, atualmente tem 21 anos.
O jovem piloto nasceu em Paris, mas devido à ascendência de seus pais, além da nacionalidade francesa, ele também tem a argelina.
De acordo com os registros oficiais da Fórmula 1, Hadjar pesa aproximadamente 65 kg e mede 167 cm.
Como todo piloto que se preze, seus primeiros passos estiveram ligados aos karts, quando, a partir de 2015, o pequeno Isack competiu em campeonatos nacionais e até mesmo no Campeonato Europeu OK Junior.
Com várias provas em grandes prêmios da Fórmula 4, o francês disputou a Fórmula Regional, competindo nas três primeiras provas do Campeonato Asiático de F3. Com uma série de pódios que o colocaram no centro das atenções, Hadjar conseguiu terminar em sexto lugar no final do campeonato.
Nesse mesmo ano de 2021, o francês disputaria a Fórmula Regional Europeia, onde conseguiria duas vitórias e um mais do que decente quinto lugar no campeonato.
Na temporada seguinte, ele disputou a Fórmula Regional Asiática, iniciando sua colaboração com a Hitech GP e terminando em terceiro lugar, com duas vitórias e outros três pódios. Além disso, ele também competiu na Fórmula 3 pela primeira vez e, apesar de conseguir apenas uma vitória, conseguiu terminar o campeonato em quarto lugar.
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Sua mudança para a F2 viria pela mão da Hitech Grand Prix, onde não obteve bons resultados até meados da temporada, com um terceiro lugar na Áustria na corrida curta e conquistando a vitória na Holanda meses depois. Sua décima quarta posição não dizia muito, mas naquela época a RedBull já tinha planos para ele.
Em 2024, Hadjar se juntou ao projeto de Adrián Campos, em sua equipe Campos Racing, e conseguiu encadear várias vitórias consecutivas no início da temporada, o que o colocou na luta pelo campeonato.
Após algumas desistências, como em Silverstone, e maus resultados, como na Áustria, ele voltou a conquistar vitórias que o mantiveram com chances de ser campeão, mas acabou relegado ao segundo lugar no final, superado pelo brasileiro Gabriel Bortoleto, que se sagrou campeão.
Já em 2023, Hadjar teve a recompensa de subir a um carro de Fórmula 1 quando disputou a primeira sessão de treinos livres no GP do México no Alpha Tauri AT04. No Grande Prêmio de Abu Dhabi, ele repetiu a dose e testou o Red Bull RB19.
No ano seguinte, o francês também participou nos treinos de dois Grand Prix, como foi o caso de Silvestone e Abu Dhabi, ao volante do RB20, e em dezembro de 2024 foi anunciado que Isack Hadjar participaria no Mundial de F1 seguinte, ao volante da Racing Bulls.
A primeira temporada na categoria rainha começou da pior maneira, com Helmut Marko o chamando de “embaraçoso” por chorar em uma entrevista após bater na volta de formação no Grande Prêmio da Austrália, que abriu a temporada.
Mas, em vez de permitir que o incidente prejudicasse sua temporada de estreia, Hadjar se recuperou e reforçou sua promessa com uma série de resultados fabulosos, conseguindo um pódio em Zandvoort e somando 51 pontos no total, para terminar em 12º da geral, à frente de seu colega de equipe Liam Lawson e de Yuki Tsunoda.
Sua velocidade e consistência acabaram levando o consultor da Red Bull, Marko, a reverter sua opinião pública sobre Hadjar, rotulando-o como “a surpresa da temporada”.
Razões suficientes para o franco-argelino ter sido escolhido para substituir o piloto japonês na equipe principal para 2026.
O famoso segundo lugar da Red Bull já fez muitas vítimas. Assumindo um papel de apoio ao tetracampeão mundial Max Verstappen, 2025 viu cair Liam Lawson e Yuki Tsunoda.
O neozelandês durou apenas dois fins de semana de corrida antes de ser substituído por seu ex-companheiro de equipe Tsunoda e, embora as expectativas fossem altas para o japonês, ele também não conseguiu superar a diferença entre os dois carros da Red Bull.
Segue-se Isack Hadjar, que pode se beneficiar das novas regulamentações que entram em vigor nessa nova temporada, pois apresentam uma página em branco que pode trazer maior equilíbrio à divisão entre o primeiro e o segundo assento da Red Bull.
A adaptabilidade e a criatividade do jovem piloto serão vitais para fornecer feedback valioso sobre o desenvolvimento, e como ele já provou ter a velocidade bruta para competir e produzir resultados, ele parece ter todos os ingredientes para quebrar a maldição.