É difícil definir o que pode justificar o título de melhor dupla da história da Fórmula 1, já que os dois pilotos de um mesmo time são adversários e colegas ao mesmo tempo, precisando jogar em equipe para cumprir os objetivos da escuderia que representam ou mesmo de um deles, se estiver mais adiantado na geral.
Na verdade, a melhor dupla tanto pode ser aquela que mais títulos conquistou para sua equipe, como aquela cuja rivalidade aumentou as emoções da temporada e fez as delícias da torcida, ou ainda aquela que reúne os nomes mais sonantes da categoria rainha do automobilismo. Deixamos essa escolha ao seu critério.
De qualquer forma, fizemos uma seleção cronológica de cinco duplas que, de uma maneira ou outra, marcaram a história da Fórmula 1 e serão relembradas por muito tempo.
Sem dúvida, dois dos maiores nomes da Fórmula 1 e a primeira grande dupla desse esporte.
O argentino e o britânico foram colegas em 1955, correndo pela Daimler-Benz, e faturaram três dobradinhas, mas Fangio se destacou com uma vitória a mais e venceu o campeonato à frente do colega. Aliás, uma classificação geral que se repetiu nos dois anos seguintes.
A dupla se reuniu de novo, em 1957, em uma corrida na Maseratti.
Dois dos maiores astros da F1 nos anos 60, Jim Clark, então bicampeão mundial, e Graham Hill, vencedor do mundial de 1962, se juntaram na Lotus em 1967 para provar que colegas de equipe podiam ser amigos.
Os dois tinham uma excelente relação e um carro poderosíssimo e tudo indicava que iam conquistar o título de construtores e disputar entre eles o de pilotos em 1968. Infelizmente, Clark morreu em um acidente durante a corrida de Fórmula 2 Deutschland Trophäe, sendo substituído na equipe por Jackie Oliver.
Uma dupla de peso, que tinha tudo para impressionar, mas esteve junta pouco tempo para desgosto dos fãs.
A rivalidade entre o francês e o brasileiro é uma das maiores do esporte em geral e a mais conhecida da F1. Mas isso não impede que eles formem também aquela que é considerada a melhor dupla da categoria rainha do automobilismo.
Os dois foram colegas de equipe na McLaren em 1988 e 1989 e, ao volante do melhor carro do grid, competiram praticamente sozinhos pelo título, em uma briga que valeu um título de pilotos para cada um e ainda o bicampeonato de construtores.
Com os títulos conquistados, as trocas acirradas de palavras, a rivalidade que virou amizade, Senna e Prost escreveram seus nomes na história da Fórmula 1 e ajudaram a um meteórico crescimento desse esporte durante sua era.
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Com 24 dobradinhas conquistadas ao longo de seis anos de parceria na Ferrari, Michael Schumacher e Rubens Barrichello formaram claramente uma das melhores duplas da Fórmula 1.
Considerado um dos melhores números dois da história da F1, o brasileiro foi fundamental na estratégia da equipe e nas conquistas do alemão, que conseguiu quatro de seus sete títulos mundiais durante esse período, seguido na classificação por Rubinho em duas delas (2002 e 2004).
31 dobradinhas, dois títulos mundiais de pilotos para Lewis Hamilton - 2014 e 2015, e um para Nico Rosberg, em 2016, além de três campeonatos de construtores para a Mercedes.
Um saldo glorioso que quase faz esquecer as inúmeras brigas e polêmicas que houve entre os dois pilotos durante os seis anos de parceria na equipe alemã.
Em 1986 e 1987, Nelson Piquet e Nigel Mansell foram colegas de equipe na Williams. Ambos estavam no auge de suas carreiras, o que deu mais ferocidade a uma disputa com saldo bem positivo. Foram 18 vitórias, seis dobradinhas, dois campeonatos de construtores para o time britânico e ainda um mundial de pilotos para o brasileiro (1987).