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Premier League: Treinadores espanhois comandam o topo da tabela

Arsenal, Manchester City e Aston Villa ocupam as três primeiras posições da Premier League nesta ordem. O ponto em comum entre essas equipes é que são comandadas por treinadores espanhóis, tomando conta do maior campeonato nacional do mundo

Unai Emery comanda um trabalho brilhante no Aston Villa

O início de temporada do Aston Villa foi longe do ideal, o que só torna mais impressionante o fato de essa equipe chegar no Boxing Day a três pontos da liderança, ocupando a terceira colocação com uma distância de sete pontos para o seu perseguidor mais próximo.

A frustração da não classificação para a UEFA Champions League na última rodada da temporada passada teve um impacto enorme na janela seguinte do Villa, bem mais limitado em relação ao que poderia almejar no mercado, sem os benefícios financeiros de disputar a maior competição de clubes do mundo.

Sem grandes contratações, o Villa abriu a temporada com incríveis quatro partidas sem balançar as redes, não conquistando a sua primeira vitória na Premier League até superar o Fulham por 3-1 já na sexta rodada. Desde aquele jogo, o time de Unai Emery virou a chave, acumulando 11 vitórias e uma derrota nas últimas 12 rodadas da Premier League, o melhor desempenho na competição durante esse período.

Ollie Watkins não repete os números ofensivos de temporadas anteriores, então cabe a nomes como Morgan Rogers, Emiliano Buendía e Donyell Malen elevarem a sua produção ofensiva. Esse trio marcou 15 dos 26 gols do Villa na Premier League.

Embora sua campanha atual o coloque em proximidade com Arsenal e Manchester City, disputar o título até o fim ainda seria algo surpreendente para o Villa, considerando as limitações de seu elenco. O ponto mais importante é a vantagem que essa equipe abre em relação aos seus potenciais competidores em uma luta por vaga na UEFA Champions League.

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Mais uma corrida pelo título entre Mikel Arteta e Pep Guardiola

Assistente de Pep Guardiola por muitos anos, Mikel Arteta liderou um projeto de reconstrução extraordinário no Arsenal, buscando levar a equipe londrina de volta ao topo do futebol inglês, lugar ocupado pelo City de Pep Guardiola com frequência desde que ele assumiu os Cityzens em 2018.

Pela terceira vez nas últimas quatro temporadas, Arteta e Guardiola, comandando Arsenal e Manchester City, podem protagonizar a disputa pelo título da Premier League, com os Gunners tentando evitar o resultado de 22/23 e 23/24, quando perderam gás na reta final.

Após 17 rodadas, Arsenal e Manchester City possuem pontos fortes bem acentuados, os Gunners com a melhor defesa (10 gols sofridos), sustentando períodos importantes sem Gabriel Magalhães e lidando com algumas outras lesões — os Cityzens com o ataque mais prolífico da liga (41 gols, 10 a mais do que qualquer outro time).

Líder desde a sétima rodada, o Arsenal tem 39 pontos, dois a mais que o Man. City e três a mais que o Villa, lidando com perseguidores que possuem as duas maiores sequências de vitórias na Inglaterra — os Cityzens ganharam sete seguidas por todas as competições e o Villa tem 10.

Bournemouth de Andoni Iraola oscila, mas produz grandes jogadores

O Bournemouth começou a atual temporada com tudo e caiu bastante desde o início de novembro, acumulando oito partidas sem vencer na Premier League. Essa trajetória não deve ofuscar as dificuldades iniciais enfrentadas por Iraola após perder quatro titulares no setor defensivo da temporada anterior: o goleiro Kepa, o lateral Milos Kerkez e os zagueiros Dean Huijsen e Illlya Zabarnyi deixaram o clube rumo a times de maior expressão após se destacarem.

O próximo jogador que deve seguir esse caminho é Antonie Semenyo. O ponta dos Cherries vive a melhor temporada de sua carreira e múltiplos membros do Big Six demonstram interesse em pagar a multa de 65 milhões de libras para tirá-lo do time de Iraola.

A 14ª posição ocupada atualmente pelo Bournemouth não é empolgadora, mas o meio de tabela é tão embolado que a distância dos Cherries para o primeiro time no G4 (sete pontos) é menor do que a sua vantagem para a primeira equipe dentro da zona de rebaixamento (9 pontos).

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