Após 29 rodadas, a distância do Tottenham Hotspur, um membro do Big Six, para a zona de rebaixamento é de apenas um ponto. Quais são as odds para os Spurs serem rebaixados na Premier League
Quando Igor Tudor assumiu o comando dos Spurs de maneira interina até o fim da temporada, a situação da equipe londrina já era preocupante e, desde então, o cenário piorou exponencialmente, com a evolução do Nottingham Forest e do West Ham e a incapacidade de progresso do Tottenham Hotspur.
Tudor se tornou o primeiro treinador do Tottenham Hotspur desde 2012 a perder os seus três primeiros jogos de liga no comando da equipe londrina, curiosamente, todos os três derbys londrinos, sucumbindo diante do Arsenal, do Fulham e, mais recentemente, do Crystal Palace.
Adepto do sistema com três zagueiros e alas ofensivos, Tudor assumiu um time bem desfalcado cujo encaixe com o seu sistema não é dos mais simples — até por isso, o treinador croata usou três onzes iniciais diferentes, tentando encontrar uma base confiável sobre a qual construir o seu trabalho nesta reta final de temporada.
Além dos resultados em si, o que preocupa neste início do treinador croata é que o Tottenham Hotspur pouco ofereceu, amplamente superado em três partidas nas quais passou longe de ameaçar o seu oponente em derrotas acachapantes. A goleada diante do Arsenal tinha a ressalva da disparidade entre os dois rivais — a falta de competitividade em Craven Cottage e, depois, os erros imaturos que levaram os Spurs a jogarem boa parte da partida em casa contra o Palace com um a menos totalizam um início altamente frustrante.
Quando o Tottenham Hotspur voltar a campo em competição nacional visitando o Liverpool no dia 15 de março, Tudor terá pela primeira vez o capitão da equipe à sua disposição. O capirão Cristian Romero retorna após uma suspensão de quatro jogos, punição recebida por conta do segundo cartão vermelho nesta temporada em um lance de jogo brusco grave.
Nada mais sintomático do que esse retorno de Romero ocorrer justamente no jogo em que Micky van de Ven cumprirá suspensão pelo vermelho recebido contra o Crystal Palace. Diferentemente de Romero, Van de Ven foi expulso por uma falta dentro da área que impediu uma chance clara de gol e, por isso,, cumpre apenas um jogo de suspensão.
Romero e van de Ven são dois dos pilares desta equipe e ter de jogar suas partidas mais importantes nesta temporada sempre sem pelo menos um deles é uma perda e tanto para os Spurs.
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As lesões por si sós, por mais devastadoras que possam ser, não justificam uma queda tão brusca do Tottenham Hotspur, mas deixar de mencioná-las como um ponto importantíssimo não seria justo. James Maddison e Dejan Kulusevski sequer jogaram um minuto nesta temporada; Dominic Solanke perdeu a maior parte da temporada, tendo retornado recentemente; Mohamed Kudus e Wilson Odobert sofreram lesões graves e tantos outros lidam com problemas físicos, caso, por exemplo, de Destiny Udogie, incapaz de acumular uma sequência de jogos há um bom tempo.
Connor Gallagher foi contratado na janela de inverno para reforçar um meio-campo que tem sido um dos setores mais problemáticos do Tottenham Hotspur nesta temporada — o perfil do meia inglês não oferece aquilo que mais tem faltado a essa equipe, a capacidade de passes progressivos que quebram linhas. Jogadores como Gallagher, João Palhinha e Pape Sarr não oferecem essa característica nos seus jogos. Archie Gray tem sido utilizado em múltiplas funções para cobrir as várias lesões dessa equipe.
Avançando mais um pouco, Xavi Simons — a principal contratação dos Spurs no verão — para em lampejos bem raros e ainda não conseguiu uma sequência de impacto que possa elevar o nível de criação dessa equipe.
Qualquer briga contra o rebaixamento naturalmente trata de equipes bem decepcionantes e, por mais que essa fala possa ser usada para descrever Nottingham Forest e West Ham, os dois times que separam o Tottenham Hotspur do Z3, ambos mostraram mais sinais positivos recentemente para gerar otimismo de seus respectivos torcedores.
No seu último compromisso, o West Ham bateu o mesmo Fulham que dominou completamente os Spurs e conta com Crysencio Summerville e Jarrod Bowen jogando melhor do que qualquer peça ofensiva do Tottenham Hotspur. Embora tenha demorado um pouco mais do que o esperado quando assumiu o clube, Nuno Espírito Santo claramente evoluiu essa equipe em relação ao desempenho que tinha na era Graham Potter.
O Nottingham Forest acaba de empatar por 2-2 com o Manchester City fora de casa, graças a dois gols de extrema qualidade de Morgan Gibbs-White e Elliot Anderson. Em meio a uma temporada conturbada com quatro técnicos diferentes, Anderson se destaca em um nível extraordinário, bem superior a qualquer meia no elenco dos Spurs. Não à toa, o jogador do Forest desperta o interesse dos principais times da Inglaterra.
Este artigo foi escrito por um redator parceiro via Spotlight Sports Group. Todas as odds exibidas nesta página correspondem às disponíveis no momento da produção do texto e podem ser retiradas ou alteradas a qualquer momento.