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Circuitos esquecidos da Fórmula 1

Circuitos como Silverstone, Spa e Mônaco são clássicos da Fórmula 1, que existem no calendário há muitos anos, mas há outros pelos quais a categoria rainha só passou uma vez. Verifique.

O atual calendário conta com 24 corridas em pistas diferentes pelo mundo fora, mas nos 75 anos de história da F1 já tivemos corridas em mais de 70 circuitos, alguns dos quais sediaram apenas uma corrida. Conheça essas instalações e os motivos pelos quais não voltaram a ser usadas.

Circuito de Pescara: GP de Pescara, 1957

Esse é o circuito mais longo alguma vez utilizado no Campeonato Mundial de Fórmula 1. Com 25,8 km, a pista tinha mais de 30 curvas, longas retas e trechos estreitos em vilarejos e colinas.

Envolta em medo por falta de segurança na pista, tanto que Enzo Ferrari impediu que sua equipe competisse, a corrida única em Pescara foi vencida por Stirling Moss.

Ain-Diab: GP do Marrocos, 1958

No ano seguinte, a F1 optou por testar uma pista de rua no Marrocos, para a última corrida do campeonato, mas também durou apenas um evento por questões de segurança, após um grave acidente levar à morte de Stuart Lewis-Evans.

AVUS: GP da Alemanha, 1959

A Automobil-Verkehrs- und Übungsstraße, conhecida como AVUS, é uma estrada pública em Berlim, que sediou o GP da Alemanha de 1959.

O circuito incluía um par de retas paralelas conectadas por duas curvas de 180 graus, uma delas apelidada de "parede da morte", pois vários pilotos voaram sobre seu topo, o que levou à sua saída do cronograma.

Circuito de Monsanto: GP de Portugal, 1959

A primeira incursão da Fórmula 1 em Portugal não foi nem em Portimão nem no Estoril, sim em um circuito de rua em Lisboa, que incluía uma variedade de curvas cegas e seções estreitas.

Stirling Moss levou a melhor na prova, mas o acidente que fez Brabham voar para fora do carro e cair na pista mostrou que esse traçado era demasiado perigoso para a velocidade da F1.

Sebring International Raceway: GP dos Estados Unidos, 1959

Sebring foi a primeira pista construída nos Estados Unidos especificamente para sediar uma corrida de F1, mas o circuito de 8,3 quilômetros e 12 curvas só resistiu uma temporada no calendário, devido a queixas dos pilotos sobre a falta de consistência na superfície do traçado e com a manutenção das instalações.

Riverside International Raceway: GP dos Estados Unidos, 1960

Apesar da saída de Sebring, a F1 tentou novamente se estabelecer nos Estados Unidos, desta feita no Riverside International Raceway, mas a corrida teve fraca adesão de espectadores. Isso significou que o evento não arrecadou dinheiro suficiente e acabou por ser descartado.

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Aeródromo de Zeltweg: GP da Áustria, 1964

A antiga base da Força Aérea Austríaca recebeu o evento, embora contasse apenas com uma pista de quatro curvas, sendo palco da primeira e única vitória de Lorenzo Bandini para a Ferrari.

As reclamações dos pilotos e dos espectadores sobre as condições da pista – estreita, esburacada e com áreas de visualização ruins – levaram a F1 a não continuar com essa prova e esperar pela construção do circuito permanente de Spielberg, hoje Red Bull Ring.

Circuito Bugatti: GP da França, 1967

Em 1967, a F1 testou uma nova corrida no Circuito Bugatti, parte do Circuito de la Sarthe, que recebe as 24h de Le Mans, usando o início do traçado da famosa corrida de endurance.

No entanto, a prova não teve muito sucesso, recebendo apenas 20.000 espectadores – vale notar que quase 200 mil estiveram presentes para as 24h de Le Mans no mesmo local – e acabou sendo cancelada, com a velocidade da categoria rainha continuando nas pistas de Rouen-Les-Essarts e Circuit de Charade.

Circuito Fair Park: GP de Dallas, 1984

O objetivo de criar maior interesse pela F1 nos Estados Unidos não é novo, tal como as dificuldades em consegui-lo.

A categoria estreou em Dallas em 1984 e terminou nesse mesmo ano, após uma sequência de problemas causados em parte pelo traçado, cheio de curvas de 90 graus ao redor do Texas State Fairground, mas também pelas altas temperaturas que se fizeram sentir (mais de 37°C) e acabaram por causar estragos nos carros e na pista.

Além disso, o evento não teve grande adesão do público e recebeu oposição da comunidade local devido a um aumento das taxas de hospedagem.

Donington Park: GP da Europa, 1993

O GP da Europa alternava de pista anualmente e, em 1993, teve sede no histórico Donington Park onde Ayrton Senna brilhou, realizando a "volta dos deuses", ao passar de quinto para primeiro na volta inicial.

A ideia de voltar a Donington segue viva, mas para isso é necessário melhorar as instalações da pista, algo que ainda não se concretizou.

Circuito de Mugello: GP da Toscana, 2020

Tal como Donington, Mugello é conhecido por receber a MotoGP, mas recebeu uma prova da F1 em 2020.

No entanto, as condições necessárias para a prova rainha do motociclismo e a do automobilismo são bem diferentes, e o traçado recebeu críticas pela falta de áreas de escape, que compromete a segurança dos carros e pilotos.

Além disso, a Fórmula 1 já tinha contrato com os circuitos de Ímola e Monza para mais uns anos, o que inviabilizou uma terceira corrida na Itália.

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