Antes de Diogo Moreira estrear no MotoGP, relembramos os outros pilotos brasileiros que representaram a bandeira verde e amarela na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.
Aos 21 anos, Diogo Moreira é o quinto brasileiro a chegar na MotoGP, quebrando assim um longo jejum de quase duas décadas (18 anos) sem um representante do país na categoria rainha.
Após ser votado rookie do ano na Moto3 em 2022, Moreira brilhou ainda mais ao se sagrar Campeão Mundial da Moto 2 em 2025, um feito que lhe valeu uma vaga na classe principal da motovelocidade para a próxima temporada, onde vai ser titular da LCR Honda.
Mas que pilotos brasileiros vieram antes dele? Apesar da pouca tradição nas pistas dos mundiais de motovelocidade, o Brasil teve pilotos ilustres com passagens que merecem ser frisadas. Relembre esses nomes.
Nascido Eduardo Celso Santos, que ficou conhecido como o Índio Brasileiro, foi o primeiro representante do país no Mundial de Motovelocidade.
As estreias não se ficaram por aí, já que ele foi também o primeiro brasileiro a vencer uma corrida de motovelocidade (1973). Pilotando sua Yamaha TZ 350, o paulistano largou na 10ª posição no GP da Espanha de 350cc, mas conseguiu subir ao topo do pódio da categoria. Um feito apenas repetido por Alex Barros, vinte anos depois, também no circuito de Jarama.
Entre 1974 e 1976, Adu Celso disputou nove GPs nas 500cc, tendo como melhor resultado um quinto lugar na Alemanha (1975).
Morreu em 2005, aos 59 anos.
O goiano competiu em seis etapas do campeonato mundial, entre 1975 e 1976, sendo seu melhor resultado um oitavo lugar, alcançado no GP da Suécia de 75.
Depois disso, ele participou das 24 Horas de Bol d’Or 1977, terminando em quinto, e das 24 Horas de Le Mans em 1979, onde cravou lugar no pódio (3º).
Campeão paulista e do Brasil de motovelocidade, Greco chegou ao Mundial em 1981 e disputou 13 etapas até 1986, sem conseguir nenhum ponto e tendo como melhor resultado a 16ª colocação no GP da África do Sul de 1983, com uma Suzuki.
O piloto mais importante entre os motociclistas brasileiros, Alex Barros foi o primeiro a vencer na categoria principal e também o último representante do Brasil na MotoGP, onde esteve entre 1990 e 2007.
No total, participou de 254 provas, representando cinco equipes (Cagiva, Suzuki, Honda, Yamaha e Pramac d´Antin). Seus maiores feitos foram o triunfo em sete Grand Prix e a quarta colocação no campeonato em cinco temporadas (1996, 2000, 2001, 2002 e 2004).
Em 2006, por falta de patrocínios, o paulista correu o World Superbike, obtendo seis pódios e uma vitória pela equipe Klaffi Honda, e terminando em sexto da geral.
No ano seguinte, retornou à Moto GP ao serviço da Pramac d´Antin, equipe satélite da Ducati, onde finalizou sua carreira nos mundiais de motovelocidade, embora faça algumas atuações no Superbike brasileiro.
O piloto ítalo-brasileiro, que inclusive tem, merece ser incluído nessa lista.
Após ser campeão na Moto 3 e Moto 2, Morbidelli enverga a bandeira tupiniquim estampada em seu capacete na MotoGP, onde vai representar a Pertamina Enduro VR46 na temporada 2026.