A MotoGP está de férias nas próximas semanas, então aproveitamos para analisar os pontos positivos e negativos da temporada até agora, onde se destaca obviamente o domínio de Marc Márquez.
Embora pareça que nenhum outro piloto tem argumentos para impedir que o espanhol seja campeão mundial de MotoGP pela 7ª vez, nada está ainda garantido.
Sua grave lesão no braço há cinco anos, que o afastou por quase uma temporada, ou a lesão na perna de Mick Doohan em 1992, são exemplos disso mesmo, e a verdade é que faltam ainda 10 etapas para o final do ano.
A MotoGP 2025 retorna entre os dias 15 e 17 de agosto com o GP da Áustria, no circuito de Spielberg.
Até lá, verifique o bom e o mau das 12 etapas já disputadas, assim como a classificação geral do Mundial.
Marc Márquez
Com oito títulos mundiais, seis deles da MotoGP, Márquez é um dos melhores pilotos de sempre do motociclismo. E aos 32 anos, ele voltou à ribalta, dominando o campeonato como não se via desde 2019.
Naquela época, Marc brilhava na Honda e venceu sete das 12 primeiras etapas da campanha, liderando com 78 pontos de vantagem sobre Andrea Dovizioso, da Ducati. Claro que nessa época o calendário tinha menos provas e não havia corridas de sprint, com seus pontos extras para a contagem.
Desta feita, ele soma uma média de 31,75 pontos por etapa, de 37 possíveis, vencendo oito Grand Prix e 11 sprints - conquistando oito vezes a dobradinha das corridas de fim de semana -, e está 120 pontos à frente de seu irmão Álex, 2º colocado na geral.
Após a corrida em Brno, o espanhol confirmou o bom momento que atravessa, lembrando que é preciso manter o foco para a segunda parte da temporada:
- “Estamos em um dos melhores momentos da minha carreira. Estou pilotando muito bem, estou calmo. Consigo controlar as corridas como quero. Mas é verdade que precisamos manter a mesma mentalidade, foco, porque não podemos esquecer que esta é uma equipe nova para mim”.
A verdade é que ele se adaptou à Ducati de fábrica como se sempre tivesse pilotado nela, provando mais uma vez suas capacidades e uma maior maturidade, e parece disposto a continuar vencendo e batendo recordes. Por exemplo, no GP da República Tcheca ele subiu ao topo do pódio pela quinta vez consecutiva, algo que nenhum piloto da Ducati havia conseguido fazer antes.
Aléx Márquez
Não deve ser fácil ser o irmão caçula de um dos maiores de sempre, mas em sua 6ª temporada na categoria rainha, o ex-campeão de Moto2 e Moto3 está finalmente conseguindo brilhar em nome próprio, sendo o principal adversário de Marc nas corridas.
Alguns críticos acusam o jovem Márquez de não competir com suficiente intensidade contra seu irmão, mas seus desempenhos e resultados desmentem isso, especialmente considerando que ele pilota na Gresini, satélite da Ducati e não na moto de fábrica.
Álex iniciou a temporada com três segundos lugares consecutivos, ficando fora do pódio no Catar (6º), mas se recuperou para conquistar sua primeira vitória em corrida na MotoGP, e logo no GP da Espanha.
O espanhol não conseguiu terminar na França e, em Silverstone, não foi além do 5º lugar, retornando ao segundo posto em Aragão e Itália. No TT Assen, ele sofreu uma queda e fraturou um dedo que obrigou à cirurgia, mas voltou na Alemanha para o segundo degrau do pódio.
Em Brno, ele teve seu terceiro DNF, mas mantém o segundo lugar da geral, com 48 pontos de vantagem sobre Francesco Bagnaia, à entrada para as férias.
A melhora da Aprilia
Agora com seus dois pilotos, a Aprilia pode ser a grande surpresa da segunda metade da temporada, já que vem dando indícios de que é competitiva e está evoluindo na direção certa.
A marca italiana conseguiu uma vitória e dois outros pódios desde o final de maio, graças a desempenhos sólidos de Marco Bezzecchi, que vem melhorando com o passar do tempo e mostrando capacidade de brigar no pelotão da frente.
O italiano ultrapassou agora a dupla da VR46 Ducati, Franco Morbidelli e Fabio Di Giannantonio, saindo para as férias no quarto lugar no campeonato, reforçando a percepção positiva sobre a melhoria da moto RS-GP 2025.
Apesar da Aprilia ter apenas 12 pontos de vantagem sobre a KTM na classificação de equipes, sua maior consistência lhes dá favoritismo sobre a rival.
Além disso, o retorno do atual campeão Jorge Martín às pistas, que teve um fim de semana positivo logo de cara, é uma mais-valia para o time, que tem assim o dobro das chances de perseguir a Ducati.
Clique aqui para conferir nossa página de Apostas Esportivas
Francesco Bagnaia
Com dois ex-campeões mundiais querendo voltar ao topo da competição e correndo na mesma equipe – indiscutivelmente a melhor da grid -, se esperava uma grande rivalidade entre Pecco Bagnaia e Marc Márquez para essa temporada.
Mas o que tem acontecido é bem diferente. O espanhol está em alta, dominando completamente as pistas, enquanto o italiano tem sido uma sombra de si, em uma campanha agravada por problemas de frenagem.
Na verdade, ele só liderou a equipe de fábrica da Ducati em duas ocasiões – no Circuito das Américas, onde venceu a corrida e Márquez não terminou, e em Jerez, ficando em terceiro, numa prova em que seu companheiro de equipe sofreu uma queda.
Em Brno, ele conseguiu a pole position, o que alimenta esperanças de uma recuperação na segunda metade da temporada, mas Pecco terá que colocar a cabeça no lugar durante as férias se quiser ter chances de oferecer uma oposição muito mais forte ao companheiro nas últimas 10 etapas do ano.
A ausência de Jorge Martín e sua novela com a Aprilia
Quedas, lesões e cirurgias podiam resumir a temporada do campeão Jorge Martín até agora, mas a história é ainda pior.
Após fazer história em 2024, ao vencer o campeonato em uma moto satélite, Jorge Martín se mudou para a Aprilia, mas sua estreia foi adiada, após o espanhol sofrer dois acidentes na pré-temporada e ser submetido a cirurgias.
Ele voltou no Catar (4ª etapa), mas na volta 14, perdeu o controle da moto e foi atingido pela moto de outro piloto, sofrendo colapso pulmonar e múltiplas fraturas nas costelas.
Isso levou a uma disputa pública com a Aprilia, com o espanhol anunciando sua intenção de deixar a equipe no final da temporada de 2025, um ano antes do término de seu contrato, devido a uma cláusula de rescisão relacionada ao desempenho em seu contrato.
Algo que a equipe afirmou não ser válido, pois sua ausência em corridas era devido a seus ferimentos e não por problemas de desempenho da moto, mantendo a posição oficial de que Martín tem contrato para 2025 e 2026. Vale notar que uma disputa judicial entre as duas partes impediria o piloto de ser registado por outra equipe.
Após ter licença médica para retornar às pistas na 12ª etapa em Brno, o divórcio eminente foi cancelado, com Martín revertendo sua decisão e anunciando que permaneceria na Aprilia até 2026 e o momento de recomeço foi marcado por uma corrida forte, com um sétimo lugar e direito a comemoração efusiva no retorno aos boxes.
Piloto e Time | Pontos | |
1 | Marc Marquez Ducati Lenovo Team (GP25) | 381 |
2 | Alex Marquez BK8 Gresini Racing MotoGP (GP24) | 261 |
3 | Francesco Bagnaia Ducati Lenovo Team (GP25) | 213 |
4 | Marco Bezzecchi Aprilia Racing (RS-GP25) | 156 |
5 | Fabio di Giannantonio Pertamina Enduro VR46 Racing (GP25) | 142 |
6 | Franco Morbidelli Pertamina Enduro VR46 Racing (GP24) | 139 |
7 | Pedro Acosta Red Bull KTM Factory (RC16) | 124 |
8 | Johann Zarco Castrol Honda LCR (RC213V) | 109 |
9 | Fabio Quartararo Monster Energy Yamaha MotoGP (YZR-M1) | 102 |
10 | Fermin Aldeguer BK8 Gresini Racing MotoGP (GP24) | 97 |
11 | Maverick Vinales Red Bull KTM Tech3 (RC16) | 69 |
12 | Brad Binder Red Bull KTM Factory (RC16) | 68 |
13 | Raul Fernandez Trackhouse MotoGP (RS-GP25) | 66 |
14 | Luca Marini Honda HRC (RC213V) | 52 |
15 | Jack Miller Prima Pramac Yamaha (YZR-M1) | 52 |
16 | Ai Ogura | 51 |
17 | Enea Bastianini Red Bull KTM Tech3 (RC16) | 49 |
18 | Alex Rins Monster Energy Yamaha MotoGP (YZR-M1) | 42 |
19 | Joan Mir Honda HRC (RC213V) | 32 |
20 | Takaaki Nakagami (substituto) Honda Test Team/HRC Castrol Team (RC213V) | 10 |
21 | Jorge Martin Aprilia Racing (RS-GP25) | 9 |
22 | Pol Espargaro (substituto) Red Bull KTM Tech3 (RC16) | 8 |
23 | Lorenzo Savadori (substituto) Aprilia Racing (RS-GP25) | 8 |
24 | Miguel Oliveira Prima Pramac Yamaha (YZR-M1) | 6 |
25 | Augusto Fernandez (substituto) Pramac Yamaha MotoGP (YZR-M1) | 6 |
26 | Somkiat Chantra IDEMITSU Honda LCR (RC213V) | 1 |